domingo, 23 de abril de 2017

"Mas exatamente porque é uma cristandade muito antiga também é uma cristandade de hábitos e rotinas e muito pouco uma cristandade viva onde a maioria, na sua vivência, mostre os valores do Evangelho"


Não me refiro só à igreja monumento mas sobretudo à Igreja como conjunto de crentes que a frequentam e são, como nós dizemos, “os Católicos”.
Temos a certeza que desde o século VI, pelo menos, existe a comunidade cristã de Tarouca. O seu lugar de culto pode não ter sido, originariamente no sítio onde está edificada a nossa Igreja, mas que, muito cedo, a mensagem de Cristo converteu estas gentes do Vale do Varosa.
Acontece que a antiguidade nem sempre é sinal de grande consciência das gentes por aquilo que torna a mensagem cristã única. Com o passar do tempo as rotinas estabelecem-se, as práticas religiosas banalizam-se, o essencial perde-se no meio do folclore e da tradição.
Que me perdoem os Tarouquenses e os que me conhecem porque se calhar não serei o melhor exemplo sobre aquilo de que falo, mas tenho consciência do grande e único contributo da Igreja para a união das pessoas e dos povos e para a valorização do seu potencial humano.
Passo a explicar: por sorte assisti à procissão do Senhor dos Passos, o que já não fazia há cerca de trinta anos. Emocionei-me, não só pelas lembranças da minha meninice mas sobretudo pela dignidade de que se revestiu. É claro que, infelizmente, as emoções nem sempre significam a prática de que aquelas imagens de valor patrimonial único nos pedem. Contudo não deixam de ser expressão de certa religiosidade superficial porque o ser cristão é muito mais que isso.
Por outro lado sempre verifiquei ao longo do tempo que se não fosse a Igreja e as suas celebrações, Tarouca estaria reduzida a muito pouco, pois todas as tradições populares se foram perdendo ao longo dos séculos sem que ninguém se preocupasse porque bastava, para preencher as nossas vaidades dizer que Tarouca era uma vila muito antiga. Mas exatamente porque é uma cristandade muito antiga também é uma cristandade de hábitos e rotinas e muito pouco uma cristandade viva onde a maioria, na sua vivência, mostre os valores do Evangelho.
 Temos orgulho da nossa igreja (edifício) e devemos continuar a ter, mas as pedras só são testemunho da fé dos Tarouquenses doutras eras, não da nossa vivência atual da fé. Se o concelho é pequeno, se as realizações cívicas são raras, se a preservação do seu património se reduz a Salzedas, Ucanha e S.João de Tarouca e à nossa igreja paroquial, não podemos querer que os nossos concidadãos se interessem por tudo o que temos mas por que ninguém se interessa porque para isso é preciso investigar, é preciso deitar mãos à obra no aspeto cultural. Nas minhas andanças por esta terra, descobri gente muito competente com formação mais que suficiente para ajudar a valorizar o que está à vista e o que há para investigar. Para estas coisas, muitas vezes, nem é preciso muito dinheiro que o Município não tem, mas boa vontade entrega e competência e esta sei agora que Tarouca tem gente desta.
Para quando uma carta arqueológica do concelho? Para quando um vereador da cultura que desperte gente de valor que Tarouca possui para investigar e valorizar?
Infelizmente só agora me pude debruçar sobre tudo isto porque estive ausente durante muito tempo embora viesse algumas vezes á minha terra, mas repito, encontrei gente de valor que sabe muito sobre a nossa terra e pode ajudar a tornar este nosso concelho mais conhecido pelas gentes que nos visitam.
Não quero terminar sem afirmar perentoriamente: quem , se não fosse a Igreja, dinamizaria a nossa terra?
Carlos Borges Simão

Sobre as promessas a Deus


O Catecismo da Igreja diz que: “Em várias circunstâncias o cristão é convidado a fazer promessas a Deus… Por devoção pessoal o cristão pode também prometer a Deus este ou aquele ato, oração, esmola, peregrinação, etc. A fidelidade às promessas feitas a Deus é uma manifestação do respeito devido à majestade divina e do amor para com o Deus fiel” (§2101).
 
Quando alguém faz uma promessa a Deus, com o fim de obter uma graça, isto é bom, mas a pessoa deve cumprir esta promessa; e não deve propor a Deus um sacrifício que não possa realizar. E também não é válido fazer uma promessa para que outra pessoa pague mais tarde, como às vezes algumas mães fazem para um filho. Se uma promessa não pode ser cumprida por qualquer motivo, então, a pessoa que a fez, deve pedir a seu confessor autorização para alterá-la.
 
Uma promessa diz respeito a quem a fez. Não devemos envolver outra ou outras pessoas, a não ser com a concordância dela ou delas. Isso não é válido.

As promessas feitas a outras pessoas
O nosso Catecismo ensina também que as promessas feitas a outras pessoas devem ser cumpridas. A palavra empenhada deve ser mantida: “As promessas feitas a outrem em nome de Deus empenham a honra, a fidelidade , a veracidade e a autoridade divinas. Devem pois, em justiça, ser respeitadas. Ser-lhes infiel é abusar do nome de Deus, e de certo modo, fazer de Deus um mentiroso” (1Jo1,10). (§2147).

sexta-feira, 21 de abril de 2017

"A paz esteja convosco!» (Jo 20,21).


Foto de João Titta Maurício.
Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Depois de ressuscitado, ao aparecer aos discípulos, Jesus saudava-os deste modo:
"A paz esteja convosco!» ...
Não é uma paz negociada, nem a suspensão de algo errado: é a Sua paz, a paz que brota do coração do Ressuscitado, a paz que venceu o pecado, a morte e o medo. É a paz que não divide, mas une; é a paz que não nos deixa sozinhos, mas faz-nos sentir acolhidos e amados.
Portadores da Sua paz: esta é a missão confiada à Igreja no Dia de Páscoa.

23/04: II DOMINGO DA PÁSCOA OU DA DIVINA MISERICÓRDIA – ANO A


«Na sua grande misericórdia, fez-nos renascer para uma esperança viva»!  (1 Pe 1,3-9)

Aleluia. Aleluia. Estamos em Páscoa, por cinquenta dias, de que este é apenas o oitavo! Nos primeiros séculos, os cristãos que, na noite de Páscoa tinham sido purificados pelo Batismo, ungidos pelo Crisma e alimentados pela Eucaristia, apresentavam-se, neste segundo Domingo da Páscoa, vestidos de branco, diante da comunidade. Por isso se chamava domingo «in albis» (de branco / em branco). Mas celebramos também, por vontade expressa de São João Paulo II o Domingo da Divina Misericórdia, em que somos convidados a bendizer a “Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo que, na sua grande misericórdia, nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo, para uma esperança viva”! Por isso, a fonte da alegria que propomos, para esta semana, é precisamente a MISERICÓRDIA.

«Muitos outros sinais miraculosos fez Jesus, na presença dos seus discípulos,  que não estão escritos neste livro» (Jo 20,30).

1. O Evangelho da alegria e da misericórdia permanecerá sempre um livro aberto. Todos somos chamados a tornarmo-nos escritores viventes e permanentes deste Evangelho! Podemos escrevê-lo, praticando diariamente uma das 14 obras de misericórdia, corporais ou espirituais, que definem bem o estilo de vida do cristão e que, por isso mesmo, vos deixamos gravadas, no papiro desta semana! Deste modo damos continuidade ao que fez Jesus no Dia de Páscoa, quando derramou, nos corações assustados dos discípulos, a misericórdia do Pai, efundindo sobre eles o Espírito Santo, que perdoa os pecados e dá a alegria.  
2.Na visita pascal deste ano, que mais uma vez fizemos, demo-nos conta, de que aqui e ali, naquela rua, naquela casa ou naquele prédio, há sempre uma pessoa, há tantas pessoas, que, mesmo parecendo ter as suas portas fechadas, estão à nossa espera, e sobretudo pedem para ser escutadas e compreendidas. Mesmo se algumas delas não participam habitualmente nas nossas celebrações, ou nem sequer sabem onde fica a Igreja, o facto é que, no mais fundo de si mesmas, estão abertas ao Evangelho da misericórdia, se formos capazes de O anunciar e escrever nas suas vidas, com gestos concretos de proximidade, atenção, ternura e amor. De Cristo, cujas chagas permanecem abertas, devemos aprender que, para anunciar uma grande alegria àqueles que são muito pobres ou estão feridos pela vida, tal só se pode fazer de forma terna e humilde, sem presunção de superioridade, nem rigidez da verdade, nem ansiosa pressa de esgotar toda a água contida na ânfora. Aprendamos a dar a beber desta fonte, por pequenos goles, como água na concha da mão, à medida da sede de cada um. Só assim a evangelização será respeitosa, concreta e jubilosa.
3. Isto exige que a nossa comunidade abra as suas portas, não apenas para receber quem a procura, mas para sair de si mesma, para ir ao encontro dos outros, através de cada um de nós, como pessoas de coração paciente e aberto, como «bons samaritanos», que conhecem a compaixão e o silêncio, perante o mistério do irmão e da irmã; isto implica que nos tornemos serventes generosos e alegres, que amam gratuitamente, sem nada pretender em troca. Muitas vezes vemos, diante de nós, uma humanidade ferida e assustada, que tem as cicatrizes do sofrimento e da incerteza. Hoje, face ao seu doloroso clamor de misericórdia e paz, ouçamos como que dirigido a cada um de nós o convite feito confiadamente por Jesus: «Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós» (Jo 20,21). 
4. Para corresponder a este desafio da missão, precisamos sobretudo de perder o medo, que nos ata e paralisa. Não são principalmente os outros que têm as portas fechadas ao anúncio do Evangelho da alegria e da misericórdia. Nós próprios temos, tantas vezes, as portas fechadas do nosso coração, com medo, não dos judeus mas dos desconhecidos, dos distantes, dos não praticantes, dos vizinhos, daqueles que não pensam ou não vivem ou não sentem a fé como nós. Mas a tradicional visita pascal mostrou-nos, mais uma vez, que muitos desses medos são injustificados, são exagerados, são até preconceituosos. Há sempre, e até onde menos se espera, tantas pessoas recetivas a acolher a alegria do Evangelho. Percamos o medo. O Espírito dir-nos-á, em cada momento, aquilo que devemos dizer aos nossos adversários (cf. Mt 10,19) e iluminar-nos-á sobre o pequeno passo em frente, que podemos dar naquele momento.  
5. São tantos os que querem sentir a frescura da «água batismal» e beber da ânfora da nossa fé em Cristo ressuscitado, “fonte de uma alegria inefável e gloriosa”! Maria, «nuvem de misericórdia», nos guie para esta fonte e nos ajude a praticá-la, em cada dia, com alegria!
Amaro Gonçalo


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Papa Francisco vai presidir à primeira canonização de sempre em Portugal


Francisco e Jacinta
vão ser canonizados pelo Papa
em 13 de maio próximo, em Fátima

Rito em Latim decorre durante a Missa do 13 de maio, com procissão das relíquias dos futuros santos Francisco e Jacinta
A canonização de Francisco e Jacinta Marto, a 13 de maio, em Fátima, presidida pelo Papa Francisco, vai ser a primeira cerimónia do género em Portugal.
As celebrações de canonização acontecem, por norma, na Praça de São Pedro, onde o Papa Francisco presidiu a oito cerimónias do género desde 2013, mas o atual pontífice já canonizou dois sacerdotes em viagens ao estrangeiro: São José Vaz (14 de janeiro de 2015, Sri Lanka) e São Junípero Serra (23 de setembro de 2015, Estados Unidos da América).
A data e o local para a canonização dos irmãos pastorinhos foram anunciados hoje após um Consistório Público, reunião formal entre o Papa e cardeais, no Palácio Apostólico do Vaticano.
O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, disse durante o Consistório que a “breve vida” dos mais novos pastorinhos de Fátima “foi rica de fé, amor e oração”.
A Missa a que o Papa vai presidir a 13 de Maio, pelas 10h00, inclui assim o rito de canonização propriamente dito, em latim, no qual o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, acompanhado pela postuladora da causa, irmã Ângela Coelho, pede em três momentos sucessivos que os beatos sejam inscritos no “álbum dos Santos”.
“Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, após ter longamente refletido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer dos nossos irmãos no episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Francisco e Jacinta Marto, inscrevemo-los no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos”, refere a fórmula de canonização, a ser proferida pelo Papa.
O rito de canonização prevê que os relicários dos dois novos santos sejam colocados junto ao altar, com as respetivas relíquias os relicários em forma de candeia – um deles contendo um fragmento de osso da costela de Francisco e o outro uma madeixa de cabelo de Jacinta.
A página oficial da visita do Papa a Fátima adianta que o transporte das relíquias dos mais jovens santos não-mártires vai ser feito pela irmã Ângela Coelho; o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, fará "uma breve apresentação da biografia dos dois novos santos, antes da invocação da ladainha dos santos".
"Cânticos de júbilo assinalam a proclamação, dando por fim a cerimónia e retomando a celebração da Missa", acrescenta a nota divulgada no site www.papa2017.fatima.pt.
Francisco e Jacinta Marto vão juntar o seu nome a uma lista de santos portugueses que se estende desde antes do início da nacionalidade.
A última canonização tinha acontecido a 14 de janeiro de 2015, quando o Papa Francisco proclamou como santo o padre José Vaz (1651-1711), nascido em Goa, então território português.
D. Nuno Álvares Pereira, Nuno de Santa Maria, foi canonizado a 26 de abril de 2009, pelo Papa Bento XVI, no Vaticano.
Também no Vaticano, Paulo VI declarou Santa a religiosa portuguesa Beatriz da Silva, a 3 de outubro de 1976.
A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.
Este é um ato reservado ao Papa, desde o século XII, a quem compete inscrever o novo Santo no cânone.
Nos primeiros séculos, o reconhecimento da santidade acontecia em âmbito local, a partir da fama popular do santo e com a aprovação dos bispos.
Ao longo do tempo e sobretudo no Ocidente, começou a ser solicitada a intervenção do Papa a fim de conferir um maior grau de autoridade às canonizações dos santos.
A primeira intervenção papal deste tipo foi de João XV em 993, que declarou santo o bispo Udalrico de Augusta, falecido vinte anos antes.
As canonizações tornaram-se exclusividade do pontífice por decisão de Gregório IX em 1234.
In Agência Ecclesia

terça-feira, 18 de abril de 2017

Aniversário natalício de D. António Couto, Bispo de Lamego

D. António José da Rocha Couto:
Data Nascimento: 18 de abril de 1952.
Naturalidade: Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses, Porto
Ordenação Sacerdotal: 3 de dezembro de 1980, em Cucujães.
Nomeação episcopal: 6 de julho de 2007, para Bispo Auxiliar de Braga.
Ordenação Episcopal: 23 de setembro de 2007, no Seminário das Missões, Cucujães, Oliveira de Azeméis.
Nomeação para Bispo de Lamego: 19 de novembro de 2011.
Tomada de Posse: 29 de janeiro de 2012.

Foi nomeado pelo Papa Bento XVI como Bispo titular da Diocese de Lamego, sucedendo a D. Jacinto Botelho.
A 2 de Outubro de 1963 entrou no Seminário de Tomar, da Sociedade Portuguesa das Missões Ultramarinas, hoje Sociedade Missionária da Boa Nova.
Recebeu a ordenação sacerdotal em Cucujães, em 3 de Dezembro de 1980.
Os primeiros anos de sacerdócio foram vividos no Seminário de Tomar, acompanhando os alunos do 11.º e 12.º anos. No ano lectivo de 1981-1982 foi Professor de Educação Moral e Religiosa Católica na Escola de Santa Maria do Olival, em Tomar.
Em 1982 fez o curso de Capelães Militares, na Academia Militar, e foi nomeado capelão militar do Batalhão de Serviço de Material, do Entroncamento, e, pouco depois, também da Escola Prática de Engenharia, de Tancos.
Transferiu-se depois para Roma, para a Pontifícia Universidade Urbaniana, onde, em 1986, obteve a licenciatura canónica em Teologia Bíblica. Na mesma Universidade obteve, em 1989, o respectivo Doutoramento, depois da permanência de cerca de um ano em Jerusalém, no Studium Biblicum Franciscanum.
No ano lectivo de 1989-1990 foi professor de Sagrada Escritura no Seminário Maior de Luanda.
Regressou então a Portugal, e foi colocado no Seminário da Boa Nova, de Valadares, com o encargo da formação dos estudantes de teologia.
É professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, núcleo do Porto, desde o ano lectivo de 1990-1991. De 1996 a 2002 foi Reitor do Seminário do Seminário da Boa Nova, de Valadares. Foi também Vigário Geral da Sociedade Missionária da Boa Nova (SMBN) de 1999 a 2002, ano em que foi eleito Superior Geral da mesma Sociedade Missionária da Boa Nova, cargo que ocupou até à data da sua Ordenação Episcopal, em 23 de Setembro de 2007.
A SMBN é composta por sacerdotes diocesanos e leigos que se consagram à evangelização. Surgida em Portugal em 1930, dedica-se à evangelização ad gentes em Moçambique (desde 1937), Angola (desde 1970), Brasil (desde 1970), Zâmbia (desde 1980) e Japão (desde 1998).
Em 2004, João Paulo II nomeou-o membro da Congregação para a Evangelização dos Povos.
D. António Couto é colaborador do Programa ECCLESIA (RTP2), da Igreja Católica, tendo colaborado regularmente desde 2003, na sua qualidade de biblista.
É autor dos seguintes livros: Até um dia (poemas) 1987; Raízes histórico-culturais da Vila Boa do Bispo (1988); A Aliança do Sinai como núcleo lógico-teológico central do Antigo Testamento (tese de doutoramento), 1990; Como uma dádiva. Caminhos de antropologia bíblica, 2002 (2.ª edição revista em 2005); Pentateuco. Caminho da vida agraciada, 2003 (2.ª edição revista, 2005); Estação de Natal (2012); Vejo um ramo de amendoeira (2012); O livro do Génesis (2013); A nossa Páscoa (2013); Quando Ele nos abre as Escrituras. Domingo após Domingo. Ano A (2013); Introdução ao Evangelho de São Mateus (2014). Quando Ele nos abre as Escrituras. Domingo após Domingo. Ano B (2014). Os desafios da Nova Evangelização (2014). Introdução ao Evangelho segundo São Marcos (2015). Quando Ele nos abre as Escrituras. Domingo após Domingo. Ano C (2015). O Livro dos Salmos (2015).  E também autor de inúmeros artigos em enciclopédias, colectâneas e revistas.
É também presença habitual na Internet. Exemplo disso é o concorrido blogue MESA DE PALAVRASaqui, onde propõe as diversas reflexões dominicais.
(Texto: Voz de Lamego, fotos: Visita Pastoral à Paróquia de S. Pedro de Tarouca em 2013)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

É Deus que faz nascer no coração dos crentes o gosto das coisas belas do alto


Cristo ressuscitou, e todo o homem e mulher que com Ele nasce de Deus, descobre em si um coração novo cuja lei é o amor. Quem acolhe a Ressurreição, quem crê sem ter visto, quem exprime e alimenta a sua fé no Ressuscitado cada domingo, volta para os outros um olhar maravilhado e um coração aberto. Torna-se sinal de uma outra vida.
É Deus que faz nascer no coração dos crentes o gosto das coisas belas do alto, que só se apreciam bem com o espírito, e também é Deus que leva a descobrir a necessidade de algumas realidades da terra, àqueles que Ele mesmo chama a seguir mais de perto o seu Filho. Aqui as enumeramos, sem a pretensão de ser exaustivos. São tão simples que até poderão parecer indignas de ser propostas a homens "esclarecidos pelas luzes da ciência". Mesmo assim, ousamos fazê-lo: pertencer conscientemente à Igreja fundada por Jesus; dar graças por ser seu membro vivo e activo; reunir-se, cada domingo, em assembleia, com os irmãos na fé; escutar e guardar no coração as palavras do Senhor que são espírito e vida e ensinam a caminhar para o Céu; celebrar, com outros irmãos e irmãs na fé, domingo após domingo, a morte e ressurreição de Jesus, sem nunca se cansar, mesmo quando tais reuniões colidem com outros afazeres; alimentar-se do Corpo e Sangue de Cristo para saborear como o Senhor é bom.
 Secretariado Nacional de Liturgia