domingo, 18 de fevereiro de 2018

Foi belo o dia do Doente e do Idoso na Paróquia Tarouquense!

A Paróquia de S. Pedro de Tarouca celebrou o Dia do Doente e do Idoso em 18 de Fevereiro, no Centro Paroquial.
Pelas 15 horas, começou a Eucaristia na qual dezenas de pessoas receberam o Sacramento da Santa Unção. Tudo fora antecipadamente bem preparado, por isso não é  de estranhar que a cerimónia tenha decorrido com elevação, dignidade e participação. As admonições, oportunas, bem pronunciadas e no sítio certo; os cânticos que o coral das 11h belamente dinamizou; a participação da assembleia no cortejo de oferendas; o silêncio ativo dos presentes;  a atitude consciente e compenetrada dos que receberam a Santa Unção... Tudo foi um regalo espiritual.
Seguiu-se o lanche, farto. Momento de convívio, agradável e confraternizante.
Por fim, alguns grupos e pessoas ofereceram alegria, boa disposição e partilha. Subiram ao palco o Pároco, os Escuteiros, os Catequistas, D. Águeda Vieira e o Grupo de Jovens. Cantigas, anedotas, pequenas dramatizações, piadas, criaram largos e belos sorrisos nos rostos dos idosos, doentes e pessoas presentes.
Tudo correu admiravelmente. Não se estranha, por isso, que aqueles a quem foi destinado este dia tenham pedido que esta ação se repita no próximo ano.
Este   encontro/celebração foi promovido pela Paróquia que o havia inserido no seu Plano Pastoral; dinamizado pela Paróquia, através dos seus variados grupos; destinado à Paróquia nas pessoas dos seus doentes e  idosos.
Para que estas coisas apareçam e corram bem é preciso trabalhar muito e que as pessoas se envolvam. Foi o que aconteceu. Liturgia bem preparada, arranjo atempado do espaço,  contactos, preparação do lanche, transporte dos doentes e idosos que não tinham alguém que os trouxesse, serviço do lanche, dinamizada da parte recreativa, voltar a arrumar os espaços... Tudo feito com enorme carinho. Como dizia uma pessoa, "estas coisas ou se fazem com o coração ou então não têm grande sentido".
Coração enorme, caros grupos paroquiais! Parabéns por tudo e por tanto! Obrigado.
Obrigado às dezenas de idosos e doentes que marcaram presença. Simpáticos, acolhedores, participantes, agradecidos.
O nosso agradecimento às pessoas que, de uma forma ou de outra, contribuíram com diferentes donativos.
Um agradecimento especial à Padaria do Castanheiro do Ouro pela generosidade da sua contribuição.
Muitas vezes partilho com as pessoas uma vivência minha: "A Paróquia de S. Pedro de Tarouca, quando quer, é imbatível"!
Hoje senti isto como uma força e alegria inapagáveis!
O Pároco



sábado, 17 de fevereiro de 2018

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

18 Fevereiro 2018 – 1º Domingo do Tempo da Quaresma – Ano B

Leituras: aqui

A caridade é consciência social do mundo
1º Leitor: Desde Quarta-feira de Cinzas até à tarde de Quinta-feira Santa, estamos na QUARESMA. A partir da Missa Vespertina de Quinta-feira Santa, iniciaremos o Tríduo Pascal em que vamos celebrar os Mistérios centrais da nossa Fé, isto é, a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
Então começamos por desejar a cada pessoa uma santa Quaresma, com o desejo de que, pela conversão pessoal, cada um e todos nós, possamos chegar mais livres e purificados à celebração do Mistério Pascal de Cristo. Assim mais identificados com Ele.
2º Leitor: À luz da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, despertemos em nós uma forte tomada de consciência das implicações pessoais e comunitárias da caridade hoje, e dos caminhos para a sua concretização prática. Assim nos sentiremos próximos de todos nos caminhos da caridade.
3º Leitor: Ao olharmos a nossa vida pessoal e a da comunidade cristã, facilmente nos apercebemos das fragilidades e limitações na prática da caridade.
Jesus no mistério pascal é a expressão máxima da caridade como amor de Deus por nós e em nós, vivido para todos.
Façamos da Quaresma e da Páscoa um tempo forte de conversão que nos ajude à coerência pessoal e comunitária e a rasgar caminhos de esperança na prática da caridade.
Todos: CHAMADOS À CONVERSÃO, NA CARIDADE EM AÇÃO
4º Leitor: A caridade é consciência social do mundo. Se prestarmos atenção ao que se passa por esse mundo fora, concluiremos que a consciência social habita o mundo. Há muitos organismos da sociedade civil que atestam essa consciência social.
1º Leitor: Sim, são vários os organismos da sociedade civil que vivem a caridade como consciência social do mundo. Recordemos apenas a título de exemplo: Médicos sem Fronteiras, Banco Mundial contra a Fome, Liga contra o Cancro,  Ajuda de Berço, organismo da ONU como Conselho de Direitos Humanos, Comissão para a População e Desenvolvimento,  Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. E muitos mais…
2º Leitor: Claro que não podemos esquecer organismos nacionais, locais e paroquiais imbuídos da consciência social da Caridade. Lares, Assistência Social, Cáritas, grupos paroquiais como o GASPTA e muitos mais.
 Todos: CHAMADOS À CONVERSÃO, NA CARIDADE EM AÇÃO
3º Leitor: Então que pela oração mais intensa, pela prática do jejum e da abstinência, caminhemos nesta Quaresma na caridade, convertendo a ela o nosso coração.
4º Leitor: Como símbolo da nossa caminhada Quaresmal, temos a cruz e a escada. A cruz é a expressão máxima da caridade de Deus pelos homens. A escada simboliza toda a nossa ajuda aos outros e todo o nosso louvor a Deus. Precisamos de subir para Deus e descer para os irmãos. Isto é conversão.
Todos: CHAMADOS À CONVERSÃO, NA CARIDADE EM AÇÃO

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Mensagem de D. António Couto para a Quaresma 2018

IGREJA DE LAMEGO, NÃO DEIXES APAGAR O AMOR DE DEUS QUE ARDE EM TI

1. «Lembra-te, ó homem, que és pó, e ao pó voltarás!», é uma das advertências que remonta ao Livro do Génesis 3,19, e que se ouve a acompanhar o rito da imposição das cinzas, a abrir a Quaresma, em Quarta-Feira de Cinzas. Todavia, modelado pelas mãos carinhosas de Deus e recebendo nas narinas o alento puro de Deus (Génesis 2,7), como se fosse um beijo de Deus, como dizem os rabinos, o homem não é apenas pó. É pó e amor. E o amor não volta ao pó. Então, se «Deus é amor» (1 João 4,8 e 16), e se «o amor é de Deus» (1 João 4,7), é lógico que nós só sabemos amar, porque fomos primeiro amados por Deus (1 João 4,19), porque o amor de Deus chegou até nós, tendo sido derramado nos nossos corações (Romanos 5,5). E se Deus é amor, e se o amor é de Deus, então o amor permanece para sempre (1 Coríntios 13,8), e é digno de fé.

2. É nesse amor que estamos, vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17,28), amados irmãos e irmãs. Por isso, porque o amor de Deus é a nossa vida, aquece a nossa vida, guarda a nossa vida, velemos para o manter bem vivo e aceso, e não deixemos que as ervas daninhas do ódio e da indiferença o sufoquem, ou que as torrentes caudalosas da iniquidade passem sobre ele e o apaguem.

3. Vai neste sentido a mensagem do Papa Francisco para esta Quaresma, advertindo-nos logo no lema escolhido, retirado do Evangelho de S. Mateus 24,12, que o crescimento das vagas do mal à nossa volta pode submergir, esfriar e até apagar o amor de muitos.

4. Para mantermos lavrada e boa a terra do nosso coração, impõe-se limpar em nós o mato e as silvas e todas as raízes malignas. O Papa convoca para este trabalho de amor a Igreja inteira, mas alarga o convite a todos os homens de boa vontade, e propõe três remédios, que são as três práticas mais em uso na piedade cristã: a esmola, a oração e o jejum. Dada a espiral de crescimento da violência no mundo, o Papa propõe que se faça no próximo dia 23 de fevereiro UM DIA DE ORAÇÃO E DE JEJUM PELA PAZ, lembrando sobretudo a escalada de violência que se vem verificando na República Democrática do Congo e no Sudão do Sul. E continua a lembrar as «24 horas para o Senhor», um dia de oração e de escuta qualificada da Palavra de Deus e dos apelos doridos dos nossos irmãos, este ano a realizar nos dias 9 e 10 de março.

5. Façamos pois, amados irmãos e irmãs, do tempo da Quaresma um tempo de diferença, e não de indiferença. Avivemos as brasas do nosso coração e dilatemos as suas cordas até às periferias do mundo, e que o nosso olhar seja de Misericórdia para os nossos irmãos de perto e de longe. Façamos um exercício de verdade. Despojemo-nos, não apenas do que nos sobra, mas também do que nos faz falta. Dar o que sobra não tem a marca de Deus. Jesus não nos deu coisas, algumas coisas para o efeito retiradas do bolso ou da algibeira, mas deu por nós a sua vida inteira. Dar-nos uns aos outros e dar com alegria deve ser, para os discípulos de Jesus, a forma, não excecional, mas normal, quotidiana, de viver. Como em anos anteriores, peço aos meus irmãos e irmãs das 223 paróquias da nossa Diocese de Lamego para, nesta Quaresma, abrirmos o nosso coração a todos os que sofrem aqui perto e lá longe.

6. Neste sentido, vamos continuar a destinar uma parte da esmola da nossa Caridade quaresmal para as obras em curso no nosso Seminário de Lamego, para podermos acolher mais e mais irmãos e irmãs, e a todos oferecer, em condições dignas, mais tempos de formação, oração, bem-estar e convívio. Olhando para os nossos irmãos e irmãs de mais longe, e indo ao encontro das intenções do Papa Francisco, vamos destinar outra parte da esmola da nossa Caridade para levar um pequeno gesto de carinho e um pequeno bálsamo aos nossos irmãos e irmãs da África, mais concretamente da República Democrática do Congo, Diocese de Beni-Butembo, região do Kivu-Norte. Trata-se de populações massacradas desde 1996 por toda a espécie de guerras e violências, obrigadas a abandonar as suas terras e a procurar refúgio nos arredores das cidades, onde experimentam a fome e toda a espécie de miséria (ver texto ao lado). A nossa esmola chegará ao terreno pela mão segura dos Missionários Combonianos, que mantêm abertas diversas missões na região do Kivu e Diocese de Beni-Butembo. Este caminho da nossa Caridade Quaresmal será anunciado, como de costume, em todas as Igrejas da nossa Diocese no Domingo I da Quaresma, realizando-se a Coleta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.

7. Informo as nossas comunidades que a Coleta da nossa Caridade quaresmal realizada no ano passado somou 18.053,68 euros, dos quais destinámos para as obras em curso no nosso Seminário 9.073,68 euros, e para os nossos irmãos e irmãs sofridos e necessitados de Moçambique e da Bolívia 8.980,00 euros, que chegaram ao seu destino pelas mãos seguras dos Missionários Espiritanos, que já nos fizeram chegar a sua gratidão.

8. Com a ternura de Jesus Cristo, no início desta caminhada quaresmal de 2018, em que a nossa Diocese é chamada a fazer a experiência de gestos de proximidade e ajuda, à imagem e à maneira do Bom Samaritano, saúdo todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, salmistas, membros dos grupos corais, ministros da comunhão, membros dos conselhos económicos e pastorais, membros de todas as associações e movimentos, departamentos e serviços, todos os nossos seminaristas, todos os consagrados, todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação de particular carinho a todos aqueles que tiveram de sair da sua e da nossa terra, vivendo a dura condição de emigrantes.

9. Não esqueças, Igreja de Lamego: só não se perde o que se dá! Que o Deus da Paz nos conceda uma abundante chuva de Graça e de Ternura, e que Maria, nossa Mãe, seja nossa carinhosa Medianeira.

Lamego, 14 de fevereiro de 2018, Quarta-feira de Cinzas
Na certeza da minha oração e plena comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo e irmão, + António.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

QUARTA-FEIRA DE CINZAS 2018


CHAMADOS À CONVERSÂO NA CARIDADE EM AÇÃO
Felizmente há a Quaresma, que “anuncia e nos torna possível voltarmos ao Senhor, de todo o coração e com a nossa vida(Papa Francisco, Mensagem para a Quaresma 2018) . É um longo caminho, de regresso ao primeiro amor (cf. Os 2,16; Ap 2,4), uma espécie de namoro intensivo e extensivo, para não deixar esfriar o amor de Deus, “que corre o risco de apagar-se, nos nossos corações(MQ 2018). Começamos hoje este caminho com a imposição das cinzas, na esperança de reacender em nós a chama viva do amor, que há de brilhar, em todo o seu ardor e esplendor, na luz do círio pascal, aceso no lume novo da noite de Páscoa. E fazemo-lo em sintonia com a caminhada proposta pela nossa Diocese: “CHAMADOS À CONVERSÂO NA CARIDADE EM AÇÃO”. 

I. Um exercício de aquecimento para não deixar resfriar o amor 
Como pôr este amor em movimento e nos deixarmos mover por ele? Que tipo de exercício de aquecimento podemos fazer, para que não chegue a resfriar o amor? Vede esta escada, junto à Cruz [2]. «Fora da cruz, não há outra escada, por onde se suba ao céu»(Santa Rosa de Lima, CIC, n.º 618).  Os movimentos de descida e subida nesta escada sugerem-nos o paradoxo da descida e da subida de Jesus na Cruz e o sentido mais profundo do seu mistério pascal, assim dito por São João: “Deus amou de tal modo o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito(Jo 3,16). Na verdade, a Cruz é, ao mesmo tempo, a escada por onde Jesus desce e é humilhado e por onde Ele sobe, para ser exaltado. Nela, o cristão aprende de Cristo, o caminho do amor, pelo qual se sobe descendo e se desce subindo! Semana a semana, da Quaresma à Páscoa, desceremos por estes degraus, para subirmos depois, no tempo da Páscoa ao Pentecostes. Esta escada, pela qual subimos descendo e descemos subindo, ajuda-nos a compreender que é tão necessário “o esforço da caridade(1 Ts 1,3), para que o amor não corra o risco de esfriar. Para crescer e se fortalecer, o amor requer exercícios de aquecimento, exige treino, implica disciplina, pede renúncia e aceita humildemente a própria dor. Não daremos um passo maior que a perna! Desceremos ou subiremos um degrau de cada vez, porque o amor de Deus deve crescer em nós, pouco a pouco, passo a passo, “de glória em glória(2 Cor 3,8) até chegarmos a ser transfigurados, à imagem de Jesus Cristo Ressuscitado. 

II. O doce remédio para não deixar resfriar o amor
Em que se concretizam estes exercícios espirituais? Que doce remédio nos pode ajudar a voltar ao primeiro amor? Fiel ao Evangelho, a Igreja e o Papa na sua Mensagem, propõem-nos, desde o início da Quaresma, a esmola, a oração e o jejum.

2.1. A esmola no topo das obras do amor
A esmola (a partilha de bens) está no topo das obras do amor. Tenhamos em conta, diz o Papa, que aquilo que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10)(MQ 2018). Por isso, a conversão só é genuína quando chega aos bolsos. Desafia-nos ainda o Papa: Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: «Aqui está um apelo da Providência divina»”. E não nos faltarão oportunidades. Não tenhamos medo de dar, até porque o Diabo entra sempre pelos bolsos! 

2.2. A oração para conhecer Deus, na intimidade do Seu amor
Jesus recomenda-nos “entrar no segredo do quarto para rezar” e deste modo sugere-nos que a oração é um namoro com Deus, um encontro nupcial, uma expressão da intimidade do amor. “Rezar é estar a sós, com Aquele que sabemos que nos ama(Santa Teresa de Jesus). “Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas com que nos enganamos a nós mesmos, para procurar finalmente a consolação em Deus(MQ 2018). É muito importante preestabelecer o tempo da oração pessoal e em família. Aproveitemos um dia por semana, sugiro-vos a sexta-feira, para fazer o exame de consciência, em família, a partir de um dos atributos do amor. Rezemos mais. Pessoalmente, em família e em comunidade.

2.3. Jejum: para refrear o apetite e não deixar resfriar em nós o amor 
Por fim, é-nos proposto o jejum, para crescer na elegância e na beleza do amor.  Quando alguém está apaixonado por uma obra-prima ou por alguém, até se esquece de comer, dando à tarefa ou à pessoa, a prioridade do seu tempo e do seu esforço. Jejuar significa que as nossas escolhas de vida não andam ao sabor dos apetites, mas são motivadas pelo amor. Criando em nós hábitos de sobriedade, na comida e na bebida, nos gastos de água e de luz, o jejum dispõe-nos para o dom do tempo na oração e para o dom dos nossos bens na partilha . Uma das formas de jejuar pode ser a de comer sem a companhia invasiva do telemóvel, do computador e da televisão. Aprendamos a rezar, pelo menos, antes das refeições e a conversar um pouco mais à mesa. Deste modo, jejuaremos para aprender a comer como filhos e não como máquinas ou animais. Jejuemos para fazer de cada refeição um encontro amoroso e familiar, de ação de graças e de louvor ao Senhor.

III. Se não tiver amor, de nada me aproveitará
Irmãos: estes são os nossos exercícios de aquecimento, na escada do amor! Se não houver amor na oração, na esmola e no jejum, “de nada me aproveitará(1 Cor 13,3), continuaremos então esfriados “no trono de gelo do nosso amor sufocado(MQ 2018)! Mas se agirmos, movidos pelo Amor que Se entrega na Cruz, “Deus sempre nos dará novas ocasiões para reacender em nós o amor e recomeçar a amar(MQ 2018).

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Carnaval/Quaresma: Do «excesso da alegria» ao «excesso do essencial da vida»

O sacerdote jesuíta João Goulão disse à Agência ECCLESIA que o “excesso da alegria” que se vive no Carnaval é possível porque nos dias seguintes é proposto “outro excesso”, que permite “ver o essencial”.
“Entrudo, ou terça-feira gorda, é o grande excesso do humor, da alegria, do exagero, para depois viver e mergulhar num outro excesso, com a entrada na Quaresma, num outro estilo, para ver o essencial da vida”, afirmou o padre João Goulão
Para o sacerdote jesuíta, diretor do Centro Universitário Padre António Vieira (CUPAV) , em Lisboa, “o Carnaval é possível porque a seguir vem a Quaresma, e a Quaresma é possível porque antes houve o Carnaval”.
“Cada coisa tem o seu lugar. A partir do momento em que se começa a demonizar ou a retirar peso a um deles, seja ao excesso da alegria ,seja ao excesso do sacrifício ou da ascese, esse é o problema porque vamos deixar de conseguir perceber essas as dimensões das nossas vidas”, sublinhou.
“Faz falta o Carnaval, saber gozar, saber usar o humor, a ironia, porque permite relativizar, pôr cada coisa no seu lugar”, sustentou.
O diretor do CUPAV referiu depois que a entrada na Quaresma é o “viver o outro lado do excesso”, apoiado no jejum, na oração e na esmola, os “três grandes pilares” que permitem um modo de vida que leva “a ligar cada vez mais ao essencial”.
O sacerdote considera que a Quaresma é “um grande processo”, vivido nos 40 dias que antecedem a Páscoa, para “depurar a alegria” e “entrar na verdadeira alegria”, que se testemunha na ressurreição.
“A vida espiritual são práticas diárias. Assim como vou ao ginásio e tenho um PT que me ajude a ficar ‘fit’, preciso de alguém que me oriente e me introduza em várias práticas que me ajudem a ficar ‘fit’ espiritualmente, reconhecendo o essencial na minha vida que é Deus”, sublinhou o diretor do CUPAV.
O padre João Goulão fez um percurso para a Agência ECCLESIA dos “excessos do Carnaval” aos “excessos da Quarema” que pode ouvir no programa que é emitido na Antena 1, a partir desta segunda-feira e até sexta, às 22h45; o diretor do CUPAV parte do Carnaval para as Cinzas e convida o ouvinte às dinâmicas da Quaresma.
O program Ecclesia que passa na Antena 1 fica depois disponível no portal da Agência ECCLESIA, para ser ouvido em qualquer ocasião.
Agência Ecclesia

Celebração do Dia do doente e do idoso, em 18 de Fevereiro, na Paróquia de S. Pedro de Tarouca

Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Celebração do Dia do Doente e do Idoso, em 18 de Fevereiro, no Centro Paroquial Santa Helena da Cruz, pelas 15h: Missa, Santa Unção, lanche e parte recreativa

A quem se destina?...
1. Pessoas doentes que não estejam acamadas. As pessoas acamadas serão visitadas em suas casas durante a Quaresma.
2. Pessoas idosas com 75 ou mais anos.

OBSERVAÇÃO:
Se houver algum doente ou idoso que não se tenha inscrito e que pretenda participar, deve dirigir-se a D. Alda Fernandes para fazer a sua inscrição até sexta-feira próxima.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Está a chegar o novo Nº do Sopé da Montanha

Está a chegar o novo Nº do Sopé da Montanha. A visita mensal de um amigo!
Acolha-o, assine-o, leia-o, divulgue-o!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

26º Dia Mundial do Doente


MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O XXVI DIA MUNDIAL DO DOENTE
(11 DE FEVEREIRO DE 2018)

Mater Ecclesiae: «“Eis o teu filho! (…) Eis a tua mãe!”
E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua»
(Jo 19, 26-27)

Queridos irmãos e irmãs!
O serviço da Igreja aos doentes e a quantos cuidam deles deve continuar, com vigor sempre renovado, por fidelidade ao mandato do Senhor (cf. Lc 9, 2-6, Mt 10, 1-8; Mc 6, 7-13) e seguindo o exemplo muito eloquente do seu Fundador e Mestre.
Este ano, o tema do Dia do Doente é tomado das palavras que Jesus, do alto da cruz, dirige a Maria, sua mãe, e a João: «“Eis o teu filho! (…) Eis a tua mãe!” E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-A como sua» (Jo 19, 26-27).
1. Estas palavras do Senhor iluminam profundamente o mistério da Cruz. Esta não representa uma tragédia sem esperança, mas o lugar onde Jesus mostra a sua glória e deixa amorosamente as suas últimas vontades, que se tornam regras constitutivas da comunidade cristã e da vida de cada discípulo.
Em primeiro lugar, as palavras de Jesus dão origem à vocação materna de Maria em relação a toda a humanidade. Será, de uma forma particular, a mãe dos discípulos do seu Filho e cuidará deles e do seu caminho. E, como sabemos, o cuidado materno dum filho ou duma filha engloba tanto os aspetos materiais como os espirituais da sua educação.
O sofrimento indescritível da cruz trespassa a alma de Maria (cf. Lc 2, 35), mas não a paralisa. Pelo contrário, lá começa para Ela um novo caminho de doação, como Mãe do Senhor. Na cruz, Jesus preocupa-Se com a Igreja e toda a humanidade, e Maria é chamada a partilhar esta mesma preocupação. Os Atos dos Apóstolos, ao descrever a grande efusão do Espírito Santo no Pentecostes, mostram-nos que Maria começou a desempenhar a sua tarefa na primeira comunidade da Igreja. Uma tarefa que não mais terá fim.
2. O discípulo João, o amado, representa a Igreja, povo messiânico. Ele deve reconhecer Maria como sua própria mãe. E, neste reconhecimento, é chamado a recebê-La, contemplar n’Ela o modelo do discipulado e também a vocação materna que Jesus Lhe confiou incluindo as preocupações e os projetos que isso implica: a Mãe que ama e gera filhos capazes de amar segundo o mandamento de Jesus. Por isso a vocação materna de Maria, a vocação de cuidar dos seus filhos, passa para João e toda a Igreja. Toda a comunidade dos discípulos fica envolvida na vocação materna de Maria.
3. João, como discípulo que partilhou tudo com Jesus, sabe que o Mestre quer conduzir todos os homens ao encontro do Pai. Pode testemunhar que Jesus encontrou muitas pessoas doentes no espírito, porque cheias de orgulho (cf. Jo 8, 31-39), e doentes no corpo (cf. Jo 5, 6). A todos, concedeu misericórdia e perdão e, aos doentes, também a cura física, sinal da vida abundante do Reino, onde se enxugam todas as lágrimas. Como Maria, os discípulos são chamados a cuidar uns dos outros; mas não só: eles sabem que o Coração de Jesus está aberto a todos, sem exclusão. A todos deve ser anunciado o Evangelho do Reino, e a caridade dos cristãos deve estender-se a todos quantos passam necessidade, simplesmente porque são pessoas, filhos de Deus.
4. Esta vocação materna da Igreja para com as pessoas necessitadas e os doentes concretizou-se, ao longo da sua história bimilenária, numa série riquíssima de iniciativas a favor dos enfermos. Esta história de dedicação não deve ser esquecida. Continua ainda hoje, em todo o mundo. Nos países onde existem sistemas de saúde pública suficientes, o trabalho das congregações católicas, das dioceses e dos seus hospitais, além de fornecer cuidados médicos de qualidade, procura colocar a pessoa humana no centro do processo terapêutico e desenvolve a pesquisa científica no respeito da vida e dos valores morais cristãos. Nos países onde os sistemas de saúde são insuficientes ou inexistentes, a Igreja esforça-se por oferecer às pessoas o máximo possível de cuidados da saúde, por eliminar a mortalidade infantil e debelar algumas pandemias. Em todo o lado, ela procura cuidar, mesmo quando não é capaz de curar. A imagem da Igreja como «hospital de campo», acolhedora de todos os que são feridos pela vida, é uma realidade muito concreta, porque, nalgumas partes do mundo, os hospitais dos missionários e das dioceses são os únicos que fornecem os cuidados necessários à população.
5. A memória da longa história de serviço aos doentes é motivo de alegria para a comunidade cristã e, de modo particular, para aqueles que atualmente desempenham esse serviço. Mas é preciso olhar o passado sobretudo para com ele nos enriquecermos. Dele devemos aprender: a generosidade até ao sacrifício total de muitos fundadores de institutos ao serviço dos enfermos; a criatividade, sugerida pela caridade, de muitas iniciativas empreendidas ao longo dos séculos; o empenho na pesquisa científica, para oferecer aos doentes cuidados inovadores e fiáveis. Esta herança do passado ajuda a projetar bem o futuro. Por exemplo, a preservar os hospitais católicos do risco duma mentalidade empresarial, que em todo o mundo quer colocar o tratamento da saúde no contexto do mercado, acabando por descartar os pobres. Ao contrário, a inteligência organizativa e a caridade exigem que a pessoa do doente seja respeitada na sua dignidade e sempre colocada no centro do processo de tratamento. Estas orientações devem ser assumidas também pelos cristãos que trabalham nas estruturas públicas, onde são chamados a dar, através do seu serviço, bom testemunho do Evangelho.
6. Jesus deixou, como dom à Igreja, o seu poder de curar: «Estes sinais acompanharão aqueles que acreditarem: (...) hão de impor as mãos aos doentes e eles ficarão curados» (Mc 16, 17.18). Nos Atos dos Apóstolos, lemos a descrição das curas realizadas por Pedro (cf. At 3, 4-8) e por Paulo (cf. At 14, 8-11). Ao dom de Jesus corresponde o dever da Igreja, bem ciente de que deve pousar, sobre os doentes, o mesmo olhar rico de ternura e compaixão do seu Senhor. A pastoral da saúde permanece e sempre permanecerá um dever necessário e essencial, que se há de viver com um ímpeto renovado começando pelas comunidades paroquiais até aos centros de tratamento de excelência. Não podemos esquecer aqui a ternura e a perseverança com que muitas famílias acompanham os seus filhos, pais e parentes, doentes crónicos ou gravemente incapacitados. Os cuidados prestados em família são um testemunho extraordinário de amor pela pessoa humana e devem ser apoiados com o reconhecimento devido e políticas adequadas. Portanto, médicos e enfermeiros, sacerdotes, consagrados e voluntários, familiares e todos aqueles que se empenham no cuidado dos doentes, participam nesta missão eclesial. É uma responsabilidade compartilhada, que enriquece o valor do serviço diário de cada um.
7. A Maria, Mãe da ternura, queremos confiar todos os doentes no corpo e no espírito, para que os sustente na esperança. A Ela pedimos também que nos ajude a ser acolhedores para com os irmãos enfermos. A Igreja sabe que precisa duma graça especial para conseguir fazer frente ao seu serviço evangélico de cuidar dos doentes. Por isso, unamo-nos todos numa súplica insistente elevada à Mãe do Senhor, para que cada membro da Igreja viva com amor a vocação ao serviço da vida e da saúde. A Virgem Maria interceda por este XXVI Dia Mundial do Doente, ajude as pessoas doentes a viverem o seu sofrimento em comunhão com o Senhor Jesus, e ampare aqueles que cuidam delas. A todos, doentes, agentes de saúde e voluntários, concedo de coração a Bênção Apostólica.
 
Vaticano, 26 de novembro – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo – de 2017.

Franciscus

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

O Vídeo do Papa - Fevereiro de 2018


Universal: Não à corrupção
Para que aqueles que têm poder material, político ou espiritual não se deixem dominar pela corrupção.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ele fez 3 pedidos antes de morrer


Perto de morrer, Alexandre, o Grande, fez 3 pedidos aos seus ministros:
1) Que seu caixão fosse carregado pelos melhores médicos da época.
2) Que os tesouros que tinha fossem espalhados pelo caminho até seu túmulo.
3) Que suas mãos ficassem fora do caixão e à vista de todos.
Os ministros, surpresos, perguntaram: "Quais são os motivos?"
Ele respondeu:
1) Eu quero que os melhores médicos carreguem meu caixão, para mostrar que eles não têm poder nenhum sobre a morte.
2) Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros, para que todos possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui ficam.
3) Eu quero que minhas mãos fiquem para fora do caixão, de modo que as pessoas possam ver que viemos com as mãos vazias, e de mãos vazias voltamos.
“TEMPO” é o tesouro mais precioso que temos, nós podemos produzir mais dinheiro, mas não mais tempo…!
O melhor presente que você pode dar a alguém é o seu tempo! Dedique mais do seu tempo a Deus e às pessoas a quem você ama.
Fonte: aqui

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

 Celebração do Dia do doente e do idoso, em 18 de Fevereiro, na Paróquia de S. Pedro de Tarouca


Paróquia de São Pedro de Tarouca
Celebração do Dia do Doente e do Idoso, em 18 de Fevereiro, no Centro Paroquial, pelas 15h: Missa, Santa Unção, lanche e parte recreativa
A quem se destina?
1.      Pessoas doentes que não estejam acamadas. As pessoas acamadas serão visitadas em suas casas durante a Quaresma.
2.      Pessoas idosas com 75 ou mais anos.
COMO PROCEDER?
1.       Entre 4 e 10 de fevereiro, os idosos com 75 anos ou mais anos e os doentes não acamados devem inscrever-se no seu povo junto das pessoas indicadas.
2.   Tanto quanto possível, os doentes e idosos referidos devem ser levados ao Centro Paroquial por um – e só um – dos seus familiares.
3.       Os doentes e idosos que não tenham quem transporte esperam nos locais indicados pela carrinha, pelas 14h.
4.       No momento da inscrição, o doente e o idoso deve indicar se tem ou não transporte.
5.       Só receberá a Santa Unção o doente e o idoso que o pretenda.
6.       Após a parte recreativa, os doentes e idosos regressam a suas casas, pelos mesmos meios que os trouxeram.
POVO
QUEM RECEBE AS INSCRIÇÕES
LOCAL ONDE ESPERAR A CARRINHA
Tarouca
D. São Guerra
Vão ter ao Centro
Castanheiro do Ouro
Sr. Lelo Coutinho
Junto da Imagem de santa Aopónia
Quintela, Vila Pouca e Ponte das Tábuas
Sr. Quim Silva
Junto do estabelecimento do Sr. Quim Silva
Gondomar
D. Paula Alves
Junto da Capela
Arguedeira
D. Carolina
Junto da Capela
Esporões
D. Cândida
Junto do estabelecimento de D. Belita
Valverde
Sr. Manuel Gomes
Junto da Capela
Cravaz
D. Maria Augusta
Junto da Capela
Teixelo
D. Lassalete Cabral
Junto da Capela
Esta ação é organizada e dinamizada por TODOS os grupos da Paróquia. A distribuição das tarefas foi feita na reunião efetuada no dia 28 de janeiro de 2018.