sábado, 15 de agosto de 2015

OS QUE OFENDEM NUNCA PERDOAM

O ofendido deve perdoar. Mas o problema não é tanto a falta de perdão dos ofendidos. O maior problema é os que ofendem nunca perdoarem.
Jean-Jacques Rousseau apercebeu-se: «Conheço muito bem os homens para ignorar que, muitas vezes, o ofendido perdoa, mas o ofensor não perdoa jamais».
O ofensor não sabe fazer mais nada. Só sabe ofender!
In Theosfera

IV Congresso Eucarístico Nacional/2016


Por iniciativa e determinação da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa), realizar-se-á, em Fátima, de 10 a 12 de julho de 2016, o IV Congresso Eucarístico Nacional. Tal iniciativa do Episcopado Português, no âmbito das celebrações do Centenário das Aparições, conta, para sua organização e execução, com o apoio – lúcido, experiente e ativo – do SF (Santuário de Fátima) e da SNAO (Secretariado Nacional do Apostolado de Oração).
A realização de um Congresso Eucarístico em Fátima e no quadro das comemorações do centenário das aparições fatimitas coloca-se, com justa razão no centro das comemorações (com um amplo itinerário próprio: 2010-2017), seja porque, fora de dúvida, a celebração e a adoração eucarísticas constituem o fulcro dos atos peregrinacionais do Santuário de Fátima, seja por ser tema central da mensagem da terceira aparição do Anjo, precisamente no outono de 1916.
Na aparição em referência, o anjo ensinou e rezou, por várias vezes, com os pastorinhos a seguinte oração reparadora, explicitamente trinitária e eucarística:
“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,
Adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”.
Esta aparição teve uma particularidade em relação às duas anteriores:
Depois de rezarem a oração que o anjo lhes ensinara a quando da primeira aparição, aperceberam-se, de repente, de uma luz desconhecida a brilhar sobre eles. Ergueram-se e viram o anjo, que trazia na mão esquerda um cá­lice, sobre o qual, com a direita, segurava uma hóstia. Desta caíam algumas gotas de sangue para dentro do cálice. Deixando a hóstia e o cálice suspensos no ar, o anjo colocou-se junto das crianças, curvou-se e ensinou-lhes a predita oração, Santíssima Trindade…
Levantando-se, o anjo tomou na mão a Hóstia e deu-a a Lúcia. Francisco e Jacinta perguntavam-se se receberiam também a Hóstia, pois não tinham feito ainda a Primeira Comunhão. O anjo avançou e deu-lhes a beber do Cálice, dizendo:
- Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos! Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.
Depois, ajoelhou-se e repetiu a mesma oração por três vezes: Santíssima Trindade... E desapareceu.
Os Bispos, ao anunciarem, a 14 de julho, a realização do IV Congresso Eucarístico Nacional em Fátima (É o primeiro que ali se realiza: os três primeiros realizaram-se em Braga: 1924, 1974 e 1999), declararam-se em sintonia com os apelos do Papa Francisco, afirmando que ele, “desde o início do seu pontificado, tem acentuado muito a necessidade de nos abrirmos à misericórdia de Deus e de sermos misericordiosos com todos”. Por isso, elegeram pertinentemente como tema-lema do Congresso “Viver a Eucaristia, fonte de misericórdia”, situando esta ação no âmbito do já convocado Ano Jubilar da Misericórdia e das celebrações do Centenário das Aparições de Fátima, uma vez que a misericórdia é uma das dimensões-chave da Mensagem de Fátima.
É também certo que a Misericórdia, aliada à Eucaristia, marca a missão do Anjo, como se pode ver pela segunda aparição, em que o anjo disse às três crianças:
“Rezai, rezai muito! Os Corações de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre a vossa Pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar.”.
Logo na primeira aparição, o mensageiro disse aos pastorinhos: “Não temais, sou o Anjo da Paz. Orai comigo”. Depois, ajoelhou-se e curvou-se até tocar no chão com a fronte. Os três pequenos interlocutores fizeram o mesmo e repetiram as palavras que lhe ouviam pronunciar:
- Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.
Após terem recitado, por três vezes, esta oração de fé na presença de Deus e de adoração (que os crentes tornaram eucarística), o mensageiro celeste levantou-se e disse-lhes que rezassem sempre, porque Nosso Senhor e Nossa Senhora estavam atentos às suas orações. E desapareceu.
E os bispos, relevando a opção pelo SF como local para a realização desta quarta edição do Congresso Eucarístico Nacional, reforçam a ligação da mensagem fatimita à Eucaristia, à Misericórdia e à Reparação:
“A mensagem de Fátima está intimamente ligada à Eucaristia tanto no que diz respeito às aparições do Anjo, em 1916, quer às de Nossa Senhora, em 1917, e, depois, em Pontevedra (1925-1926) e em Tuy (1927-1929), na vizinha Espanha, quando a Irmã Lúcia vivia em comunidades das Irmãs Doroteias”.
***
Aberto à participação de todos, o Congresso destina-se especialmente aos agentes pastorais, que, nas paróquias e em outras comunidades, exercem diversos ministérios e prestam diversos serviços: os sacerdotes, os diáconos, os leigos e os membros de institutos de vida consagrada, institutos seculares e sociedades de vida apostólica. Neste sentido, os próprios bispos portugueses determinaram e anunciaram que as jornadas pastorais do episcopado de 2016 consistirão na participação no Congresso.
Já foi dado a conhecer o cartaz oficial, que destaca como imagem principal a figura do anjo dando a comunhão aos videntes, escultura que integra o monumento da autoria da escultora portuguesa Maria Amélia Carvalheira da Silva, na Loca do Cabeço, Valinhos.
As inscrições para participação estarão abertas a partir de 15 de outubro de 2015 e far-se-ão, preferencialmente, através da página web do congresso:  http://www.congressoeucaristico.pt/
No site é possível aceder a informações sobre o programa e a alguns materiais de divulgação, nomeadamente a letra do Hino do Congresso (letra de Manuel Ferreira, SJ, e música de António Cartageno) e o cartaz, já referido.
A nível programático, ao longo dos três dias indicados, realizar-se-ão conferências várias para aprofundamento do tema e organizar-se-ão diversos momentos celebrativos, com destaque para a Missa inaugural, inserida na Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima, a 10 de junho, e para a Missa conclusiva, na véspera da peregrinação aniversária de 13 de junho.
Entre os conferencistas destaca-se a presença do cardeal brasileiro D. João Braz de Aviz, perfeito da Congregação da Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, e do arcebispo D. Piero Marini, presidente do Pontifício Comité para os Congressos Eucarísticos Internacionais.
O Comité do Congresso, adrede constituído, revela as suas expectativas:
“Esperamos que cada um dos participantes leve o propósito de praticar com regularidade uma obra de misericórdia que vê mais prioritária na sua situação concreta, a fim de que se cumpra o que nos pede o Papa Francisco na bula de proclamação do Ano Jubilar da Misericórdia: ‘Nas nossas paróquias, nas comunidades, nas associações e nos movimentos – em suma, onde houver cristãos –, qualquer pessoa deve poder encontrar um oásis de misericórdia’.”.
Depois, salientam uma iniciativa, ao mesmo tempo, útil e simbólica – um gesto em concreto: a sensibilização para a dádiva de sangue, “algo humano e cristão, por ser ato de solidariedade e de amor ao próximo”, à semelhança daquilo que Jesus Cristo faria. 
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Transcreve-se, pela sua pertinência, o PROGRAMA do IV Congresso Eucarístico Nacional
DIA 10 DE JUNHO DE 2016 (sexta-feira, feriado)
– 11.00: Eucaristia da Peregrinação Nacional das Crianças, na esplanada do Santuário
– 16.00: Sessão de abertura no Centro Pastoral de Paulo VI
– 16.30: Conferência “A Eucaristia, fonte da vida cristã” – pelo Arcebispo D. Piero Marini, Presidente do Pontifício Comité para os Congressos Eucarísticos Internacionais
– 18.00: Conferência “Maria, Mãe de Misericórdia, mulher eucarística” – por D. António Couto, Bispo de Lamego
– 21.30: Serão cultural
DIA 11 DE JUNHO DE 2016 (sábado)
– 09.30: Conferência “A Eucaristia na Mensagem de Fátima” – pela Irmã Ângela de Fátima Coelho, Postuladora da Causa de Canonização dos Pastorinhos de Fátima
– 11.00: Conferência “A Mensagem de Fátima, Profecia de Misericórdia” – pelo Prof. José Eduardo Borges de Pinho, da Faculdade de Teologia da UCP
– 15.30: Mesa redonda: “Viver a Eucaristia nos vários quadrantes da vida cristã”: testemunho de uma família; testemunho de uma Irmã contemplativa; testemunho de uma e de um catequista; intervenção sobre “Revitalização da piedade popular eucarística” – pelo P. Francisco Couto, Reitor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Professor no ISTE de Évora 
– 17.30: Conferência “A misericórdia na missão da Igreja” – pelo Cardeal D. João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação da Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica – Roma
– 19.00: Eucaristia
– 22.30: Hora de adoração ao Santíssimo Sacramento, a seguir à recitação do Rosário e à Procissão, do habitual programa do Santuário
DIA 12 DE JUNHO DE 2016 (domingo)
– 09.30: Sessão de encerramento do Congresso no Centro Pastoral de Paulo VI
– 11.00: Eucaristia de conclusão, na esplanada do Santuário 
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Pela sua simplicidade e riqueza, apresenta-se aqui o Hino do IV Congresso Eucarístico Nacional
Vamos com Nossa Senhora
1. Com Maria, bendizemos
A divina Eucaristia,
Pelos cem anos de graça
No altar da Cova d’ Iria.

2. Nestes cem anos de graça
Caminhamos com Maria:
A Mãe de misericórdia,
Senhora da Eucaristia. 

3. Com Maria, adoraremos
O seu filho, o Salvador,
Que nos deu na Eucaristia
O sinal do seu amor.
4. A Senhora nos ensina
Penitência e oração,
A acolher o Evangelho
E a viver em comunhão.

5. O Pai nos chama e nos leva
À fonte da Eucaristia.
Da sua misericórdia
Nesta fonte nos sacia.

6. Glória a Deus! Seu nome santo
Ilumina os corações
E a sua misericórdia
Perdura por gerações.
7. Por Maria até Jesus
Na sagrada Eucaristia:
Com Maria peregrinos,
Mensageiros da alegria.

Refrão

Vamos, com Nossa Senhora,
Viver a Eucaristia,
Fonte de misericórdia,
Pão nosso de cada dia;
Fonte de misericórdia,
Pão nosso de cada dia.


O programa é marcado pelo forte fio condutor, secundado por rica diversidade; o hino é de conteúdo de simples entendimento, mas de enditantes doutrina para o devir cristão pessoal e comunitário. E o Cristo da Eucaristia será proclamado Dives in Misericordia.
2015.08.11 – Louro de Carvalho

Já tem "chapéu"

CENTRO PAROQUIAL
Paróquia de S. Pedro de Tarouca




Já tem "chapéu". Para este ficar completo, faltam-lhe o "forro" e a proteção do "pano".
Bem, ao menos com a placa, já se pode trabalhar por dentro, mesmo quando chover......

O problema são os cerca de 40 mil euros! Armação metálica, placa e proteção da mesma...

Neste tempo de Verão, partilhe também com o Centro Paroquial o calor da sua amizade e generosidade!
Ajude-nos a ajudar a comunidade.
Deixe o seu contributo.
Obrigado.

Sugestão de Leituras

Neste Verão, aproveite para ler:


1. Evangelho de S. Marcos (o evangelista do ano litúrgico)
Pode encontrá-lo aqui


2. Exortação Apostólica "EVANGELII GAUDIUM", do Papa Francisco
Pode encontrar aqui


3. Carta Encíclica 'LAUDATO SI’, do Papa Francisco, sobre o cuidado da Casa Comum
Encontre  aqui


Boas leituras.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A Comunicação na Liturgia


Decorreu em Fátima, desde o passado dia 27 de julho até dia 31, dia 31, o XLI Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, uma iniciativa do Secretariado Nacional de Liturgia que, este ano, aborda e aprofunda a temática “A Comunicação na Liturgia”. 

Trata-se, na visão dos seus mentores e organizadores, de uma temática “sempre atual”, dado que, sem esquecer as novas tecnologias, a Liturgia é “por sua natureza comunicação”.

D. José Cordeiro, bispo de Bragança e Miranda e presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade, declarou, na sessão de abertura do encontro, que a Liturgia “é a comunicação de Deus ao homem, é a comunicação do Pai pelo Filho no Espírito Santo e depois a resposta do homem no Espírito Santo pelo Filho ao Pai”. Por outro lado, o mesmo prelado, que também é interveniente ativo no referido encontro, sublinha que, ao integrar as novas realidades e as novas formas de comunicar, a Liturgia se torna “mais participativa por todos” porque é na participação ativa e consciente, que “se vê como essa comunicação é em si mesma”.

Os trabalhos repartem-se por conferências para todo o auditório, workshops por setores e celebrações litúrgicas, decorrendo, no Centro Pastoral Paulo VI, as conferências (no Auditório) e os workshops (no Salão Bom Pastor, os de numeração ímpar e, no Auditório, os de numeração par). Trata-se de aprender ouvindo, partilhando experiências e exercitando a celebração, no pressuposto pedagógico “usa e serás mestre” (“exercendo disces”) e do aforismo teológico “lex orandi, lex credendi”.

Assim, dá-se conta dos temas das conferências previstas (sempre às 17 horas – dias 27 a 30) e a decorrer e dos respetivos conferencistas: a Liturgia, comunicação global, a 27 de julho, pelo Padre Professor Bruno Cescon (Concordia-Podernone, Itália); a Liturgia, mistério de comunhão: palavra e rito, a 28 de julho, pelo Padre Doutor José Frazão Correia, Provincial da Companhia de Jesus em Portugal; a Liturgia e as novas tecnologias, a 29 de julho, pelo Dr. Paulo Rocha, diretor da Agência Ecclesia; e as artes ao serviço da Liturgia, a 30 de julho, por D. João Marcos, Bispo Coadjutor de Beja.

Os workshops por setores estão a ser dinamizados (dois por dia, às 15 horas – dias 28 a 30) pelos seguintes agentes: Cónego Dr. Luís Manuel P. da Silva, I – Presidir e comunicar; Prof. Emanuel Pacheco, II – O canto como comunicação; Cónego Dr. João da Silva Peixoto, III – A homilia; Cónego Dr. Manuel Joaquim Costa, IV – O dinamismo da comunicação na Liturgia da Palavra; Padre Dr. Francisco Hipólito Couto, V – Liturgia e Mistagogia; e Padre Dr. Paulo Malícia, VI – Liturgia e Catequese.

Por seu turno, as celebrações são a aplicação que mais tempo absorve aos mais de 1100 participantes, de várias idades e serviços litúrgicos na Igreja. Assim, a oração de início dos trabalhos decorrerá no Auditório do Centro Pastoral Paulo VI, no dia 27, à tardinha; a Oração de Laudes, na Capelinha das Aparições, nos dias 28 e 29, na Basílica da Santíssima Trindade, no dia 30, e no Centro Pastoral Paulo VI, no dia 31; a Oração de Vésperas, na Basílica da Santíssima Trindade, nos dias 28 a 30; a Oração do Terço do Rosário, na Capelinha das Aparições, nos dias 28 a 30; a Celebração Penitencial, na Basílica da Santíssima Trindade, no dia 28; e a Missa, na Basílica da Santíssima Trindade, nos dias 28 a 30.

***

A pari, numa iniciativa inédita nestes encontros e porque a organização entendeu “a especificidade da comunicação com os surdos na Liturgia", o Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência, em colaboração com o Secretariado Nacional de Liturgia, proporciona que, no decorrer do XLI Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, haja interpretação em LGP (Língua Gestual Portuguesa) nas missas do Santuário de Fátima celebradas às 11 horas, na basílica da Santíssima Trindade, nos dias 28, 29, 30 e 31 de Julho, nas quais estão presentes os participantes neste encontro.

Porém, o ineditismo de que se fala, refere-se a estes encontros de Pastoral Litúrgica, que não ao Santuário de Fátima, já que, por iniciativa deste, todos os domingos, desde 19 de maio de 2013, a Missa das 15 horas, na Basílica da Santíssima Trindade, tem interpretação em LGP.

Por outro lado, no contexto da transmissão das celebrações pela televisão e pela rádio, o responsável logístico pelo encontro reconhece o seu alcance para quem “não pode estar a vivê-las in loco e em ato” mas lança o alerta no sentido que “não podem ser substituídas” pelas que são a “própria realidade” da celebração. O Padre Pedro Ferreira, diretor do Secretariado Nacional de Liturgia, salientou a afirmação de que, “quando nós vivermos na Liturgia só dos meios de comunicação, não precisarmos de ir à missa porque temos a televisão em casa, estamos mal”. O mesmo sacerdote assinalou que as novas tecnologias podem ter sido o pretexto para os participantes falarem da Liturgia “enquanto comunicação” mas a “atenção centra-se essencialmente no que na liturgia é comunicação”. E acrescentou: “A comunicação é a essência da Liturgia. Na prática, nós ficamos a saber quem é Deus que se manifesta e quem somos nós”.

O encontro também provoca a reflexão sobre o uso dos tablets e smartphones nas cerimónias, os quais podem indevidamente favorecer a tendência de substituir o missal ou o lecionário. Ora, segundo os liturgistas, estes meios “servem para a sua preparação, mas não para sua celebração”. A propósito do papel dos meios de comunicação social em torno da Liturgia, o Secretariado Nacional de Liturgia recorda, na promoção do XLI Encontro de Pastoral Litúrgica, o n.º 57 da exortação apostólica Sacramentum Caritatis (SC), do Papa Bento XVI.

Sobre a importância e utilidade dos meios de comunicação social na liturgia, a SC esclarece:

Devido ao progresso admirável dos meios de comunicação, nos últimos decénios a palavra ‘participação’ adquiriu um significado mais amplo do que no passado; com satisfação, todos reconhecemos que estes instrumentos oferecem novas possibilidades, inclusivamente quanto à celebração eucarística.

Daí, resultam especiais cuidados na formação e na assunção das responsabilidades da parte dos agentes pastorais do setor:

Isto requer dos agentes pastorais do setor uma preparação específica e um vivo sentido de responsabilidade; com efeito, a Santa Missa transmitida na televisão ganha inevitavelmente um certo caráter de exemplaridade; daí o dever de prestar particular atenção a que a celebração, além de se realizar em lugares dignos e bem preparados, respeite as normas litúrgicas.

E fica a advertência aos beneficiários do serviço litúrgico dos meios de comunicação social:

Enfim, quanto ao valor desta participação na Santa Missa pelos meios de comunicação, quem assiste a tais transmissões deve saber que, em condições normais, não cumpre o preceito dominical; de facto, a linguagem da imagem representa a realidade, mas não a reproduz em si mesma. Se é muito louvável que idosos e doentes participem na Santa Missa festiva através das transmissões radiotelevisivas, o mesmo não se pode dizer de quem quisesse, por meio de tais transmissões, dispensar-se de ir à igreja tomar parte na celebração eucarística na assembleia da Igreja viva.

D. José Cordeiro, na apresentação do encontro, referiu-se à linguagem e ao livro na Liturgia, nos termos seguintes:

“A linguagem da Liturgia são ritos e orações e tem a dignidade da própria celebração do culto divino. O livro em si é também um sinal da presença da Palavra de Deus que é rezada, proclamada e tem um rito próprio, um simbolismo e significado muito especial na celebração”.

No atinente à música litúrgica, o eminente prelado de Bragança-Miranda refere que “Portugal é um dos países onde mais se avançou no campo da música litúrgica” mas adverte que a Palavra de Deus rezada “não pode ser uma invenção e uma moda do momento”. Por isso, esclarece que “nem qualquer música serve para a Liturgia, nem mesmo a música sacra, o que distingue a música litúrgica é que ela não é um adorno da celebração mas o cantar a própria celebração”.

Além do tema de fundo, que é, como se disse, a Comunicação na Liturgia, merecem tratamento conveniente outros temas importantes, como: a Homilia, a Liturgia da Palavra, as Artes, a Catequese e o Canto. Para a sua abordagem, participam como oradores, entre outras figuras ligadas à comunicação e à pastoral da Igreja, o padre José Frazão Correia, provincial da Companhia de Jesus em Portugal, Paulo Rocha, diretor da Agência ECCLESIA, D. João Marcos, bispo coadjutor de Beja e o padre Paulo Malícia, diretor do Setor de Catequese do Patriarcado de Lisboa. A Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade procurou que fossem outras vozes, que não apenas o liturgistas, a comunicar a sua experiência à luz da Teologia, da Comunicação Social, das Ciências Humanas, da Pastoral e da Espiritualidade.

***

Mas afinal a Liturgia é mesmo comunicação como asseguram os oradores acima referidos? Descobriram agora a “pólvora” litúrgica?

A palavra “liturgia” existia no grego clássico – λειτουργία – e significava “função” ou “serviço público” ou “qualquer serviço”. Porém, no grego do Novo Testamento, passou a significar o “culto divino público”, a “liturgia”. E o verbo “λειτουργέω”, que significava “exercer à sua conta funções públicas” ou simplesmente “servir”, passou ao Novo Testamento com o significado de “servir o Senhor”, “desempenhar funções sagradas” (cf Isidro Pereira, Dicionário Grego-Português e Português-Grego, 6.ª ed. Porto: Livraria Apostolado da Imprensa, 1984).

Habitualmente, fixamo-nos nos ritos que espelham o culto de adoração (latria) público que o Povo de Deus (reunido em assembleia ou representado pelos seus ministros) presta ao seu Senhor e o de hiperdulia ou de dulia, prestado respetivamente, à Virgem Maria e aos Santos e Anjos. No entanto, sempre se vão lembrando os outros fins do culto: o eucarístico (de louvor e ação de graças), o impetratório (de súplica) e o propiciatório (de pedido de perdão).

Os cristãos, como refere o Livro dos Atos e a literatura patrística, reuniam-se assiduamente para o ensino dos apóstolos, a união fraterna, as orações e a fração do pão. E todos viviam em grande alegria, dando testemunho da Ressurreição. Frequentavam o Templo. Tinham tudo em comum e nada faltava aos necessitados (cf At 2,42-47; 4,32-37).

Está visto que a prestação do culto compagina o ato de comunicação: rezando, fala-se com Deus (comunica-se com Ele); escutando a Palavra, Deus faz-Se ouvir (Ele comunica connosco); respondendo à Palavra de Deus com o silêncio, comunicamos com Deus e connosco mesmos e deixamos que Ele se meta connosco, e respondendo com o ato de fé e a oração comum, comunicamos com Ele coletivamente e em coro e comunicamos entre nós; reunindo-nos na união fraterna, comunicamos uns com os outros; fazendo a memória da Paixão, comunicamos com o passado que se presentifica; aguardando a escatologia da vinda do Senhor, comunicamos com o futuro; e, comungando o Pão da Vida e bebendo do cálice da Salvação, comunicamos com o corpo e alma do povo, da Igreja, dos santos, dos defuntos. É a festa total para a comunicação no terreno do dia a dia, para a missão e como testemunho da Salvação em Cristo.

E como se comunica na Liturgia? Com a Palavra divina, com a palavra humana, com o canto, com os gestos, com a oração em voz alta, com o silêncio, com o ato de fé, com a música instrumental, com a água benta, com a campainha, com as velas, com a oferta, com a comunhão, com a mesa da Palavra, com o altar, com o Livro, com a Cruz, com os motivos artísticos, etc.

Habitualmente, comunicamos voltando-nos todos para um mesmo sítio (livro, cruz, ambão, altar, pia batismal, sacrário…), mas, por vezes, voltamo-nos uns para os outros e até nos movimentamos (em cortejo, procissão, saudação…).

E, quando o sacerdote oficiava de costas para o povo e voltado para o altar, fazia-o em nome e representação do Povo de Deus e voltava-se para o povo para o saudar, para o convidar à oração e para o instruir. Repare-se que os textos da Missa, da Liturgia das horas e de muitos momentos sacramentais estão predominantemente redigidos no plural. É o culto público ao menos em potência. Depois, é de notar que o sacerdote tem duas formas gestuais de rezar: rezando em nome próprio ou com o povo, fá-lo “usualmente” de mãos postas; se reza em nome do povo, fá-lo “usualmente” de braços semiabertos, embora na conclusão da oração passe à posição de mãos postas.

Por tudo isto, perceber e estipular como própria da Liturgia a dimensão da comunicação não é nada demais. No entanto, concorda-se que, ao longo do tempo, tem sido uma dimensão subliminarmente evidenciada, embora se tenha insistido muito na necessidade de participação de todos (e não na mera assistência e na encomenda de serviços religiosos), mas com o zelo excessivo da observância das rubricas, pelo que a Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade e o Secretariado Nacional de Liturgia estão no bom caminho. E é bom que se ponham ao serviço da Liturgia e dos crentes todos os meios que possam torná-la mais viva, apetecida e frutuosa.

Deus o merece, o homem precisa e a Igreja realiza-se!

2015.07.30 – Louro de Carvalho

15 de agiosto: SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

Leituras: aqui


16/08/2015: 20º Domingo do Tempo Comum - Ano B




Leituras e comentários  aqui

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Bondade e malícia

Não é tanto o que fazemos, mas o motivo pelo qual fazemos que determina a bondade ou a malícia.
Santo Agostinho

Semana Nacional das Migrações: luzes e sombras

O tema desta Semana Nacional das Migrações (9 e 16 de agosto), “Igreja Sem Fronteiras: somos um só corpo”, serve de lema à Semana Nacional das Migrações é inspirado na mensagem que o Papa transmitiu, este ano, para a Jornada do Migrante e Refugiado.
OCPM
O Bispo de Beja, D. António Vitalino Dantas, que é o responsável pela área da Mobilidade Humana na Comissão Episcopal da Pastoral Social diz que esta é “uma Igreja sem fronteiras que os emigrantes ajudam também a construir, sobretudo aqueles que são cristãos e estão ligados à Igreja".

"Para onde quer que vão, levam consigo a sua fé, a sua pertença religiosa, a sua identidade. E então, com essa força espiritual que lhes vem da sua identidade religiosa, eles devem construir nos países para onde vão uma nova comunidade que seja um só Corpo e que Cristo é o centro“, sublinha D. António Vitalino.
Esta realidade explica, o desafio lançado nesta semana, de modo a colocar “migrantes e refugiados no coração da Igreja”.
Enquanto peregrina, a Igreja está atenta, apoia, acolhe, cuida de todos aqueles que partem em busca de uma vida melhor: os emigrantes portugueses. D. António Vitalino considera que “de uma maneira ou de outra a Igreja acompanhou sempre os seus emigrantes”. Hoje em dia “são as próprias igrejas locais que pedem a colaboração das igrejas de origem dos próprios emigrantes”, admitindo que a “Comissão Episcopal está em diálogo com muitas dioceses do mundo, porque pedem ajuda”.
D. António Vitalino acrescenta que são precisamente os emigrantes que lembram que “a Igreja não é uma comunidade instalada num determinado local, mas a Igreja é peregrina em qualquer parte do mundo”. E “os emigrantes lembram-nos que somos peregrinos neste mundo”.
Como habitualmente, nesta semana, um dos pontos altos é a Peregrinação dos Migrantes ao Santuário de Fátima a 12 e 13 de Agosto, este ano presidida pelo Bispo das Forças Armadas, D. Manuel Linda.
(Fonte: aqui)


LUZES
1. A coragem de tantos portugueses que não se acomodam à subsistência nem desistem da esperança e emigram em busca de um pão mais abundante e de um futuro mais risonho para si e para os seus. 
2. Os portugueses emigrados gozam, geralmente de boa fama nos países de acolhimento: dedicação ao trabalho, capacidade de adaptação, comportamento cívico digno.
3. Graças ao trabalho dos emigrantes, Portugal tem beneficiado: são as remessas de dinheiro, são os investimentos em casas, terras, negócios, é a nova visão do mundo que transportam a nível tecnológico, científico, cosmopolitismo,, gastronómico, musical, etc.
4. Em muitas terras, o contributo dos emigrantes para o bem comum tem sido decisivo. Apoio a associações, centros de dia e lares, centros paroquiais, restauro e/ou edificação de templos, melhoramentos nas terras de origem, ajuda na ultrapassagem de carências por parte de familiares ou de conterrâneos...
5. Tantos emigrantes cristãos que celebram, reavivam e transmitem a sua fé nos ambientes onde moram, trabalham e convivem! Ao passarem pelas terras de origem, são tantas vezes uma pedrada no charco da religiosidade  tradicional, rotineira, descomprometida dos residentes.
6. O apego à cultura de origem. Muitos emigrantes transmitem aos filhos a Língua e cultura portuguesas, celebram as suas festas com um toque português. E isto sem se fecharem num chauvinismo nacionalista e provinciano.
           


SOMBRAS
1. Muitos substituem a aventura pelo aventureirismo. Partem sem a mínima garantia de empregabilidade. Há quem emigre pensando que lá fora se pode levar a vida como apetece, imergindo no mundo da preguiça, do vício e do gozar a vida a qualquer preço.  Há quem quanto ganha quanto gasta, ficando na miséria... Valerá a pena emigrar se se não souber poupar?
2. Há portugueses que esquecem a cultura de origem. Até quando regressam a Portugal pavoneiam-se a falar a língua do país onde trabalham (basta vê-los e ouvi-los nas praias!), num contexto de menoridade cultural e saloia.
3. Existe em alguns emigrantes um exibicionismo parolo, patenteado na maneira como ostentam os carros que têm, as casas que edificaram, as roupas que envergam, as férias que gozam. Dentro de um complexo de superioridade, exigem tudo, barafustam contra tudo, como se fossem os senhores e os residentes os escravos...
4. Em algumas terras, o contributo dos seus emigrantes para o bem comum é super-mínimo. Só se lembram da terra quando dela precisam para alguma coisa. Mas contribuir.... tá quieto!
5. Quanto à fé, então muitos deixam-na na fronteira. Para celebrar a fé, nunca têm tempo e é sempre muito longe. Só se "lembram de Santa Bárbara quando troveja". E quando passam pela terra de origem, aparecem só com exigências, tem que se tudo como e quando querem, sem qualquer preocupação com o bem comum da comunidade.
6. Os portuguese exigem tudo para os seus emigrantes. Querem que os países que os acolhem os tratem dignamente. E muito bem. E como tratam os portugueses os imigrantes (aqueles que ,vindos de outros países, se fixam e trabalham no nosso país? Na maneira como se fala, se outra e se tratam estas pessoas não repassará um certo substrato de racismo?


Poderíamos abordar as migrações internas (aqueles que partem para outro local do país, por exemplo, uma pessoa de Tarouca que vai para Lisboa,,,)
Para estes valem muitas das luzes e sombras acima apontadas em relação aos emigrantes.

domingo, 9 de agosto de 2015

2º TORNEIO DE FUTSAL SOLIDÁRIO


Realizado o 2ª Torneio de Futsal Solidário, a Organização entregou hoje ao Conselho Económico da Paróquia de S. Pedro de Tarouca o fruto económico do referido Torneio para ajuda na construção do Centro Paroquial.
A Paróquia de S. Pedro de Tarouca agradece reconhecidamente a:
-  Inter Tarouca,
- A:D:R. Tarouquense
- Sport Clube de Tarouca
- Ginásio Clube de Tarouca
- Associação de Moradores de Arguedeira
e deseja a cada uma destas entidades as maiores venturas na consecução dos seus objetivos.
A quem teve a Iniciativa e a quem participou na Organização deste Torneio, a Comunidade Paroquial diz, utilizando a simplicidade eloquente do povo, "DEUS VOS PAGUE!"

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Semana das Migrações convida a colocar «migrantes e refugiados no coração da Igreja»

Iniciativa decorre entre 9 e 16 de agosto
OCPM

A edição deste ano da Semana Nacional das Migrações, entre 9 e 16 de agosto, convida “a colocar os migrantes e refugiados no coração da Igreja”, através de “gestos concretos”.
Na mensagem enviada à Agência ECCLESIA, a Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM) frisa a condição da Igreja como uma porta “aberta ao mundo” e “por isso sem fronteiras”.
Sendo o corpo eclesial “composto por diversos membros” unidos “num só”, é vital que os cristãos consigam, como Cristo fez, olhar para “o rosto dos migrantes e refugiados”, para os que hoje buscam fora do seu país alternativas ao desemprego, à pobreza e à guerra, e ter para com estas pessoas uma atitude de abertura e “fraternidade”.
Trata-se sobretudo de um convite a colocar de lado “medos, egoísmos, invejas e indiferenças”, aspetos que muitas vezes “encerram as pessoas no seu bem-estar” e as “isolam do convívio com aqueles que parecem diferentes”, sublinha a OCPM.
Subordinada ao tema “Igreja sem Fronteiras: somos um só corpo”, a 43.ª Semana Nacional das Migrações convida toda a Igreja Católica a “mergulhar nas suas raízes” e a “redescobrir” uma “identidade cristã” que tem de estar impregnada pelo exemplo de Jesus.
“A Igreja na sua solicitude maternal não faz aceção de pessoas. Acolhe, cuida, reconhece, valoriza, promove o encontro e o diálogo entre pessoas, culturas e religiões…, porque é perita em humanidade”, defende a organização católica integrada na Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana (CEPSMH).
No texto, a OCPM fala ainda numa “Igreja peregrina também através dos seus filhos que partem pelo mundo, numa aventura profética de denúncia de injustiças, conflitos, corrupções” e que “recorda a centralidade da dignidade da pessoa humana e do destino universal dos bens da terra”.
Neste campo, é preciso seguir “desafiando governantes, nações e instituições a percorrer os caminhos do diálogo e cooperação, da injustiça e solidariedade”, pode ler-se.
“A comunidade cristã”, prossegue a OCPM, “não só é chamada à conversão pessoal e comunitária, como também é enviada ao mundo para estar e ser luz, sal, fermento, a fim de transformar relações pessoais, familiares, institucionais, sociais”.
Nesse sentido, a organização recorda o apelo do Papa Francisco para que os cristãos promovam “gestos concretos” de atenção a todos os migrantes, que passem “pela oração, pelas ações de sensibilização/formação, pelas ocasiões de encontro/convívio e gestos solidários que possam surgir em cada diocese, paróquia e missão católica”.
Um dos destaques da 43.ª Semana Nacional das Migrações será a habitual peregrinação dos migrantes ao Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13 de agosto, este ano presidida pelo bispo das Forças Armadas e de Segurança, e vogal da CEPSMH, D. Manuel Linda.   
Um evento que estará em destaque na emissão do Programa ECCLESIA, na RTP2, com reportagens para acompanhar nos dias 13 e 18 de agosto.
A Semana Nacional das Migrações termina a 16 de agosto, dia em que as dioceses e paróquias portuguesas estão convocadas para uma “jornada de solidariedade” a favor dos migrantes e refugiados.
Nessa data, todas as eucaristias serão celebradas em “ação de graças” a estas pessoas e também “pelo trabalho pastoral que a Igreja desenvolve em favor dos mesmos”.
In agência ecclesia

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA ESTEVE EM TAROUCA












 Muita gente aderiu, colaborou, trabalhou. Parabéns à comunidade!
Correu bem e, pelo que ouvi e senti, as pessoas ficaram contentes.
Multidão na procissão. Muita gente na Eucaristia.
Alguns aceitaram o desafio "Uma Noite com Maria", embora se esperasse mais, mas estamos em plena semana de trabalho...
Os grupos e os povos, conforme planeado, presidiram a um tempo de oração, sob a orientação de um Guião previamente organizado em grupo de trabalho.
O enfeite de traços do trajeto envolveu muita gente que se entregou à tarefa com alma e com delicadeza.
Estas atividades exigem muito dedicação e trabalho na sombra. Mas o que conta é a devoção e o carinho que Nossa Senhora merece.
Maria vale a pena!

domingo, 2 de agosto de 2015

É JÁ DEPOIS DE AMANHÃ!

"Recebamos, pois, amados irmãos e irmãs, a Virgem Peregrina, não apenas com simpatia e fidalguia, mas com o coração em festa e comovido, movido pelos mesmos fios da Palavra de Deus que Maria, com tanto amor, tecia e entretecia. Filha da Palavra, torna-se Mãe da Palavra. Um grande SIM a habita, uma grande Alegria irradia, um grande Amor lhe enche a vida. A bússola da sua vida é o seu Filho Jesus. É Ele que Maria embala e ostenta. É para Ele que aponta sempre. Que seja Jesus também, amados irmãos e irmãs, a bússola da nossa vida, agora e sempre."
(Bispo de Lamego)





Vamos todos alinhar...
... NUMA DIRETA COM MARIA?


A noite de terça-para quarta feira não é para o sono, É PARA MARIA!


Vamos algumas vezes a Fátima para estar com a SENHORA.
Agora é a Senhora que vem até nós!


Todo o tempo para Ela que tem sempre todo o tempo para cada um de nós e para todos nós.

PELA SIMPLICIDADE DA TUA PRESENÇA

Eu Te bendigo, Senhor
com a fragilidade do meu ser
e a debilidade das minhas palavras,
por tantas maravilhas e por tanto amor que semeias no coração de cada homem.

Eu Te bendigo, Senhor
pela simplicidade da Tua presença
e pelo despojamento do Teu estar.

Obrigado é pouco para agradecer,
mas é tudo o que temos para Te bendizer.

Obrigado, pois,
por seres Pão e Paz,
na Missa que celebramos
e na Missão a que nos entregamos.

Obrigado por seres Pão e Paz
num mundo dilacerado pela fome e martirizado pela guerra.

Fome de Ti sempre!
Fome de Pão nunca!

Que o pão nunca falte nas mesas
e que a paz nunca se extinga nos corações.

Que jamais esqueçamos, por isso,
que a Eucaristia nunca termina.

Que possamos compreender que o "ide em paz"
não é despedida, mas envio.

Queremos trazer-Te connosco,
queremos ser sacrários vivos onde todos Te possam encontrar e reconhecer.

Obrigado, Senhor,
por seres Pão e Paz.

Obrigado por nunca faltares à Tua promessa.
Prometeste ficar connosco e connosco estás.
Sacia a nossa sede de verdade e de justiça.

Pedimos-Te pelos mais pequenos, pelos mais pobres e pelos mais desfavorecidos,
pelos mais sacrificados e por aqueles a quem exigem sempre mais sacrifícios.
Ensina-nos, Senhor,
a sermos mais humanos e fraternos.

Que com Maria, Tua e nossa Mãe,
aprendamos a ser Eucaristia para o mundo.

Obrigado, Senhor, por vires sempre connosco.
Leva-nos sempre conTigo,
Conduz-nos sempre para Ti,
para Ti que és a Paz,
JESUS!
Fonte: aqui