segunda-feira, 30 de novembro de 2015

COP21: Papa diz que mundo caminha para o «suicídio»

É «agora ou nunca», alerta Francisco
aos participantes na Conferência da ONU
sobre alterações climáticas

O Papa Francisco disse hoje que o mundo caminha para o “suicídio” e que é preciso travar as alterações climáticas antes que seja tarde demais, numa mensagem dirigida à Cimeira do Clima, que começou em Paris.
“Julgo que o posso dizer: é agora ou nunca”, sublinhou, em conferência de imprensa durante o voo de regresso a Roma, desde a República Centro-Africana.
O Papa lamentou o “pouco” que se fez desde o Protocolo de Quioto (1997) e alertou que todos os anos os problemas são “cada vez mais graves”.
“Estamos no limite de um suicídio, para usar uma expressão forte, e tenho a certeza de que quase todos os que estão em Paris têm esta consciência e querem fazer algo”, referiu aos jornalistas que o acompanharam na sua primeira viagem a África.
Francisco aludiu às consequências do degelo e do aumento do nível do mar, mostrando-se confiante de que haverá decisões em Paris.
A capital francesa acolhe desde hoje a 21ª Conferência do Clima da ONU (COP21), visando um novo acordo para combater o aquecimento global com a presença de cerca de 200 delegações com as maiores figuras dos Estados.
Já na quinta-feira, o Papa tinha afirmando em Nairobi que um eventual fracasso na COP21 seria “catastrófico” para a humanidade.
“Seria triste e – atrevo-me a dizer – até catastrófico se os interesses privados prevalecessem sobre o bem comum e chegassem a manipular as informações para proteger os seus projetos”, advertiu, no escritório da ONU na capital do Quénia.
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as alterações climáticas consagra como meta limitar a um valor inferior a 2ºC o aumento da temperatura média global.
Francisco falou aos jornalistas durante cerca de uma hora e condenou também as injustiças na distribuição da riqueza mundial, que provocam “grande dor”.
“Ontem [domingo], por exemplo, foi ao hospital infantil, o único hospital pediátrico de Bangui ou do país. Nos cuidados intensivos não há aparelhos de oxigénio, havia tantas crianças malnutridas, tantas”, lamentou.
Reforçando as suas críticas à “idolatria” do dinheiro, o Papa sustentou que “se a humanidade não mudar, vão continuar as misérias, as tragédias, as guerras, as crianças que morrem de fome, a injustiça”.
“O que pensa de tudo isto a minoria que tem nas suas mãos 80% da riqueza do mundo? E isto não é comunismo, está bem? É a verdade”, declarou.
In agência ecclesia

sábado, 28 de novembro de 2015

Caminhada do Advento e Natal 2015


ORAÇÃO E SOLIDARIEDADE COM TODA A HUMANIDADE"

 


Semana
Mensagem Evangélica
Palavra
-
Chave
Compromisso
Gesto
1ª Semana
do
Advento
«A vossa libertação está próxima»
PAZ
Dar pousada aos peregrinos, tendo em conta os refugiados da miséria e da guerra.
 Na minha casa: colocarei o Menino Jesus em local próprio, colocarei a palavra-chave, acenderei uma vela e rezarei a oração do Advento em família.



MATAR É SEMPRE MAL

Matar por motivos religiosos é seguramente horrível. Mas será que matar por motivos antirreligiosos é aceitável?
Aliás, num caso e noutro, há muitos crentes entre as vítimas.
As grandes ideologias do século XX (ateias) deixaram, à sua conta, um legado de mais de 100 milhões de vítimas.
O estalinismo terá matado 30 milhões de pessoas. O nazismo eliminou 10 milhões de seres humanos. E o maoísmo terá assassinado 50 milhões de indefesos.
Quando o poder sobe à cabeça, os poderosos (sejam crentes ou não crentes) tornam-se um perigo.
E as vítimas não param de crescer nem deixam ninguém de lado: não crentes e crentes!
Fonte: aqui

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

1º Domingo do Tempo do Advento - Ano C

Leituras: aqui


África: Papa Francisco chegou ao Quénia

Primeira viagem ao continente começou em clima de festa
(Lusa)
O Papa começou hoje em Nairobi, Quénia, a sua primeira viagem a África, que se prolonga até segunda-feira, com passagens pelo Uganda e República Centro-Africana.
Após uma viagem de menos de sete horas desde Roma, Francisco foi acolhido em clima de festa e ao som de ‘Karibu Quénia’ (bem-vindo ao Quénia) no aeroporto internacional de Jomo Kenyatta, pelo presidente queniano, Uhuru Kenyatta, pelo cardeal Nairobi John Njue e pelo presidente da conferência episcopal, D. Philip A. Anyolo.
O país, com 32% de católicos numa população de cerca de 43 milhões de pessoas, recebe um Papa pela primeira vez em 20 anos, depois da viagem de João Paulo II a África em 1995.
A cerimónia oficial de boas-vindas vai decorrer na ‘State House’ de Nairobi, para onde Francisco se deslocou em carro fechado.
O percurso foi acompanhado por milhares de pessoas, à beira da estrada.
Após a visita de cortesia ao presidente Kenyatta vai decorrer um encontro com autoridades políticas e membros do corpo diplomático, para além de personalidades do mundo político, económico e cultural, perante as quais vai pronunciar o primeiro discurso em solo africano.
Apesar das preocupações com a segurança, Francisco vai manter o tradicional contacto com as populações, em particular as mais carenciadas, e deslocar-se em papamóvel descoberto em várias circunstâncias.
Em Nairobi, o governo colocou 10 mil polícias no terreno, apoiados por outros 10 mil voluntários do Serviço Nacional da Juventude, fechando ao trânsito as principais ruas da capital do Quénia.
O país tem sido alvo de várias ações violentas da milícia islamista Al-Shabab.
In agência ecclesia

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

No próximo domingo, começará o NOVO ANO LITÚRGICO

O que é?
O Ano Litúrgico é o "calendário religioso". Por ele, o povo cristão revive anualmente todo o Mistério da Salvação centrado na Pessoa de Jesus, o Messias. O Ano Litúrgico contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação; contudo, não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro.
O Ano Litúrgico, por sua vez, começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina na última semana do Tempo Comum, onde se celebra a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo ( Cristo Rei).  outras palavras, ele começa e termina quatro semanas antes do Natal, cumprindo sempre três ciclos: A, B,e C. No Ano (ou ciclo) A, predomina a leitura do Evangelho de São Mateus; no Ano (ou ciclo) B, predomina a leitura do Evangelho de São Marcos e no Ano(ou ciclo) C, predomina a leitura do Evangelho de São Lucas. O Ano Litúrgico é composto de diversos "tempos litúrgicos"  e sua estrutura é a seguinte:


ADVENTO


domingo, 22 de novembro de 2015

Jubileu da Misericórdia: Imagem e datas

porta_santa

Como refere o sítio oficial do Ano da Misericórdia (www.iubilaeummisericordiae.va), o logótipo e o lema colocados juntos oferecem uma síntese feliz do Ano jubilar, que nos propõe viver a misericórdia no exemplo do Pai que pede para não julgar e não condenar, mas perdoar e dar amor e perdão sem medida (cfr. Lc 6,37-38).
O logótipo – do jesuíta Marko I. Rupnik – apresenta-se como uma pequena suma teológica do tema da misericórdia: mostra o Filho que carrega aos ombros o homem perdido, recuperando uma imagem muito querida da Igreja primitiva, porque indica o amor de Cristo que realiza o mistério da sua encarnação com a redenção.
O desenho realça o Bom Pastor que toca profundamente a carne do homem e o faz com tal amor capaz de lhe mudar a vida. Um detalhe não é esquecido: o Bom Pastor, com extrema misericórdia, carrega sobre si a humanidade, mas os seus olhos confundem-se com os do homem. Cada homem descobre assim em Cristo, novo Adão, a própria humanidade e o futuro que o espera, contemplando no Seu olhar o amor do Pai.
A cena é colocada dentro da amêndoa, também esta figura cara da iconografia antiga e medieval que recorda a presença das duas naturezas, divina e humana, em Cristo.
Enquanto esperamos pelo calendário diocesano, eis algumas datas encontradas naquele sítio.
08 de Dezembro de 2015
Abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro.
13 de Dezembro de 2015
Abertura da Porta Santa da Basílica de São João em Latrão e nas Catedrais do Mundo.
01 de Janeiro de 2016
Abertura da Porta Santa da Basílica de Santa Maria Maior.
19 de Janeiro –21 de Janeiro de 2016
Jubileu dos Operadores dos Santuários.
25 de Janeiro de 2016
Abertura da Porta Santa da Basílica de São Paulo extra-muros.
02 de Fevereiro de 2016
Jubileu da Vida Consagrada e encerramento do Ano da Vida Consagrada.
10 de Fevereiro de 2016
Envio dos Missionários da Misericórdia na Basílica de São Pedro.
22 de Fevereiro de 2016
Jubileu da Cúria Romana.
04 e 05 de Março de 2016
“24 horas para o Senhor”
03 de Abril de 2016
Domingo da Divina Misericórdia
24 de Abril de 2016
Jubileu dos adolescentes (13 – 16 anos)
29 de Maio de 2016
Jubileu dos Diáconos.
03 de Junho de 2016
Jubileu dos Sacerdotes.
12 de Junho de 2016
Jubileu dos Doentes e das Pessoas com deficiência.
26 – 31 de Julho de 2016
Jubileu dos Jovens. Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia.
04 de Setembro de 2016
Jubileu dos Operadores e voluntários da misericórdia.
25 de Setembro de 2016
Jubileu dos Catequistas
08 e 09 de Outubro de 2016
Jubileu Mariano
06 de Novembro de 2016
Jubileu dos Presos, em São Pedro.
13 de Novembro de 2016
Encerramento da Porta Santa nas Basílicas de Roma e nas Dioceses.
Domingo, 20 de Novembro de 2016
Encerramento da Porta Santa em São Pedro e conclusão do Jubileu
Fonte:  aqui

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

CENTRO PAROQUIAL SANTA HELENA DA CRUZ

AS OBRAS CONTINUAM...
Ajude o Centro Paroquial pela sua saúde!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Banco Alimentar contra a Fome

OUVINDO DEUS


CENÁRIO POUCO PROMISSOR

Geralmente, é a duras penas que o mundo acorda. É a duras penas que o mundo acorda para o que se passa dentro de si próprio.
É preciso muita gente morrer para que haja muita gente a despertar.
O mundo oscila, hoje em dia, entre dois pólos: o consumismo e o fundamentalismo.
No consumismo, a preocupação é com cada um ao passo que no fundamentalismo há uma preocupação em impor-se aos outros.
Nenhum cenário é promissor.
Mesmo assim, antes um mundo onde, apesar dos seus defeitos, cada um pode viver como quer.
A este mundo todos são bem-vindos. Uma única coisa é pedida: que se respeite quem é diferente.
O respeito é o «parto» da convivência e a «fonte» da paz!
Fonte: aqui

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Os leigos não são fiéis “de segunda”



É esta a principal enunciação da mensagem do Papa Francisco para a jornada de estudos em torno do decreto conciliar Apostolicam Actuositatem (AA), sobre o apostolado dos Leigos, organizada pelo Pontifício Conselho para os Leigos em parceria com a Universidade Pontifícia da Santa Cruz.

Com efeito, a 18 de novembro, passa o cinquentenário da promulgação do referido decreto conciliar pelo Papa Paulo VI. E a jornada referida ocorreu a 12 de novembro, passado, em torno do tema “Vocação e missão dos leigos – 50 anos do decreto Apostolicam Actuositatem”, documento de um Concílio que, no dizer de Paulo VI, que a ele presidiu e acompanhou nas três das suas quatro sessões, teve o caráter “de um grande e triplo ato de amor: a Deus, à Igreja, à humanidade” – evento extraordinário de graça.

Francisco recorda que o Concílio Vaticano II não olha para os leigos como se eles fossem membros de “segunda categoria” ao serviço e em função da hierarquia como simples executores de “ordens de cima”. São, antes, na condição de discípulos de Cristo, que na força do seu Batismo e da sua inclusão natural “no mundo”, chamados a animar todo o ambiente, toda a atividade e toda a relação humana segundo o espírito evangélico, levando a luz, a esperança e a caridade recebidas de Cristo aos lugares que, de outra forma, permaneceriam alheios à ação de Deus e abandonados à miséria da condição humana.

Esta renovada atitude de amor que inspirava os padres conciliares, segundo o Papa, levou também, entre seus múltiplos frutos, a uma nova forma de olhar para a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo, com “magnífica expressão nas duas grandes constituições conciliares”: a dogmática Lumen Gentium (LG), sobre o ser da Igreja, e a pastoral Gaudium et Spes (GS), sobre a Igreja no mundo atual.

Sobre o ser e o estatuto do leigo, a Lumen Gentium ensina que os leigos são fundamentalmente membros da Igreja – Povo de Deus:

“Todas as coisas que se disseram a respeito do Povo de Deus se dirigem igualmente aos leigos, aos religiosos e aos clérigos, algumas, contudo, pertencem de modo particular aos leigos, homens e mulheres, em razão do seu estado e missão; e os seus fundamentos, devido às circunstâncias especiais do nosso tempo, devem ser mais cuidadosamente expostos” (LG 30).

E estabelece a limitação dos pastores (bispos, presbíteros e diáconos) e sua relação com os leigos:

“Os sagrados pastores conhecem perfeitamente quanto os leigos contribuem para o bem de toda a Igreja. Pois aqueles sabem que não foram instituídos por Cristo para se encarregarem por si sós de toda a missão salvadora da Igreja para com o mundo, mas que o seu cargo sublime consiste em pastorear de tal modo os fiéis e de tal modo reconhecer os seus serviços e carismas, que todos, cada um segundo o seu modo próprio, cooperem na obra comum.” (LG 30).

Os leigos contribuem para a edificação e crescimento da Igreja:

“É necessário que todos, ‘praticando a verdade na caridade, cresçamos de todas as maneiras para aquele que é a cabeça, Cristo; pelo influxo do qual o corpo inteiro, bem ajustado e coeso por toda a espécie de junturas que o alimentam, com a ação proporcionada a cada membro, realiza o seu crescimento em ordem à própria edificação na caridade’ (Ef 4,15-16).” (LG 30).

Que se entende por leigos?

De modo negativo (o que não são):

“Por leigos entendem-se aqui todos os cristãos que não são membros da sagrada Ordem ou do estado religioso reconhecido pela Igreja” (LG 31).

De modo afirmativo e positivo (o que são: de laikós, adjetivo grego – membro do laós, povo):

“Os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Baptismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo” (LG 31).

Também João Paulo II, na sua exortação apostólica Christifideles Laici (CL), de 30 de dezembro de 1988, retoma a noção de leigos da LG, justificando:

“Ao responder à pergunta quem são os fiéis leigos, o Concílio, ultrapassando anteriores interpretações prevalentemente negativas, abriu-se a uma visão decididamente positiva e manifestou o seu propósito fundamental ao afirmar a plena pertença dos fiéis leigos à Igreja e ao seu mistério e a índole peculiar da sua vocação, a qual tem como específico ‘procurar o Reino de Deus tratando das coisas temporais e ordenando-as segundo Deus’.” (CL, 9).

Qual é a sua marca?

É própria e peculiar dos leigos a característica secular” (LG 31).

Enquanto a função primordial dos pastores é garantir a sã doutrina, presidir à celebração dos divinos mistérios e coordenar a ação hodegética ou a caminhada comum (sinodalidade), “é próprio do estado dos leigos viver no meio do mundo e das ocupações seculares”, pelo que “eles são chamados por Deus para, cheios de fervor cristão, exercerem como fermento o seu apostolado no meio do mundo” (AA 2), na certeza de que a todos os fiéis (pastores e leigos) incumbe “o glorioso encargo de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens em toda a terra” (AA3).

E a Gaudium et Spes adverte:

“Os leigos, que devem tomar parte ativa em toda a vida da Igreja, não devem apenas impregnar o mundo com o espírito cristão, mas são também chamados a serem testemunhas de Cristo, em todas as circunstâncias, no seio da comunidade humana” (GS 43).

Referindo-se às duas preditas Constituições conciliares, o Papa diz que estes documentos “consideram os fiéis leigos dentro duma visão de conjunto do Povo de Deus, ao qual pertencem junto com os membros da ordem sagrada e com os religiosos, participando da forma que lhes é própria da função sacerdotal, profética e real de Cristo”. E reconhece que este ensinamento conciliar que fez crescer na Igreja a formação dos leigos, já deu tantos frutos até aqui.

Porém, Francisco sente para si e para os demais pastores a interpelação do Concílio Vaticano II, que, como todo o concílio

“Interpela cada geração de pastores e de leigos porque é um dom inestimável do Espírito Santo, a ser acolhido com gratidão e sentido de responsabilidade: tudo o que nos foi dado pelo Espírito e transmitido pela santa Mãe Igreja deve sempre ser entendido de novo, assimilado e concretizado na realidade”.

***

Talvez, por isso, seja conveniente continuar a ler a fundamentação do apostolado laical, como integrando todo o complexo do apostolado eclesial e não como corpo ou ação à parte:

“A Igreja nasceu para tornar todos os homens participantes da redenção salvadora e, por eles, ordenar efetivamente a Cristo o universo inteiro, dilatando pelo mundo o seu reino para glória de Deus Pai. Toda a atividade do Corpo místico que a este fim se oriente chama-se “apostolado”. A Igreja exerce-o de diversas maneiras, por meio de todos os seus membros, já que a vocação cristã é também, por sua própria natureza, vocação ao apostolado.” (AA2).

O apostolado é tão essencial à Igreja como a ação ao corpo vivo (não se deve esquecer que Igreja é Povo de Deus e Corpo de Cristo) e todos estão constituídos no dever de se implicarem nele:

“Do mesmo modo que num corpo vivo nenhum membro tem um papel meramente passivo, mas antes, juntamente com a vida do corpo, também participa na sua atividade, assim também no Corpo de Cristo, que é a Igreja, todo o corpo ‘cresce segundo a operação própria de cada um dos seus membros’ (Ef 4,16). Mais ainda: é tanta neste corpo a conexão e coesão dos membros (cf Ef 4,16) que se deve dizer que não aproveita nem à Igreja nem a si mesmo aquele membro que não trabalhar para o crescimento do corpo, segundo a própria capacidade.” (AA2).

Na convicção de que “existe na Igreja diversidade de funções, mas unidade de missão”, os Bispos discerniam na aula conciliar que:

“Aos Apóstolos e seus sucessores, confiou Cristo a missão de ensinar, santificar e governar em seu nome e com o seu poder. Mas os leigos, dado que são participantes do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo, têm um papel próprio a desempenhar na missão do inteiro Povo de Deus, na Igreja e no mundo. Exercem, com efeito, apostolado com a sua ação para evangelizar e santificar os homens e para impregnar e aperfeiçoar a ordem temporal com o espírito do Evangelho; deste modo, a sua atividade nesta ordem dá claro testemunho de Cristo e contribui para a salvação dos homens. E, sendo próprio do estado dos leigos viver no meio do mundo e das ocupações seculares, eles são chamados por Deus para, cheios de fervor cristão, exercerem como fermento o seu apostolado no meio do mundo.” (AA 2).

Por seu turno, a exortação apostólica de Paulo VI Evangelii Nuntiandi (EN), de 8 de dezembro de 1975 (há quarenta anos), insere a missão dos leigos no contexto da ação de toda a Igreja:

“A Igreja é ela toda inteiramente evangelizadora. Ora isso quer dizer que, para com o conjunto do mundo e para com cada parcela do mundo onde ela se encontra, a Igreja se sente responsável pela missão de difundir o Evangelho.” (EN, 60).

E especifica a missão evangelizadora dos leigos, diferente, mas não inferior à da Hierarquia, que se fundamenta na sua vocação específica:

“Os leigos, a quem a sua vocação específica coloca no meio do mundo e à frente de tarefas as mais variadas na ordem temporal, devem também eles, através disso mesmo, atuar uma singular forma de evangelização” (EN, 70).

Definido claramente a sua tarefa, em contraposição com a da Hierarquia, Paulo VI ensina:

“A sua primeira e imediata tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial; esse é o papel específico dos Pastores, mas sim, o pôr em prática todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e operantes, nas coisas do mundo. O campo próprio da sua atividade evangelizadora é o mesmo mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos ‘mass media’ e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento.” (EN, 70).

Depois, o Papa Montini postula a mobilização e a capacitação dos leigos para a missão:

“Quanto mais leigos houver impregnados do Evangelho, responsáveis em relação a tais realidades e comprometidos claramente nas mesmas, competentes para as promover e conscientes de que é necessário fazer desabrochar a sua capacidade cristã muitas vezes escondida e asfixiada, tanto mais essas realidades, sem nada perder ou sacrificar do próprio coeficiente humano, mas patenteando uma dimensão transcendente para o além, não raro desconhecida, se virão a encontrar ao serviço da edificação do reino de Deus e, por conseguinte, da salvação em Jesus Cristo” (EN, 70).

***

É capaz de ser interessante visitar também, a este respeito, o Código de Direito Canónico (CDC), que, tendo em conta a personalidade e capacidade jurídica dos fiéis, define o côngruo estatuto de cada fiel e grupo de fiéis.

O cânone 204 parte da condição de base ou comum de todos os membros do povo de Deus e chama-lhes fiéis (Christifideles – fiéis de Cristo). Veja-se o seu § l:

“Fiéis são aqueles que, por terem sido incorporados em Cristo pelo baptismo, foram constituídos em povo de Deus e por este motivo se tornaram a seu modo participantes do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo e, segundo a própria condição, são chamados a exercer a missão que Deus confiou à Igreja para esta realizar no mundo”.

Não distinguindo, como faz o Concílio, entre leigos, clérigos e religiosos, cân. 207 especifica, no § 1, a distinção entre clérigos (bispos, presbíteros e diáconos) e leigos (clerici et laici):

“Por instituição divina, entre os fiéis existem os ministros sagrados, que no direito se chamam também clérigos; os outros fiéis também se designam por leigos”.

E o § 2 declara que os religiosos (verdadeiros cultores da Igreja e do Reino) são leigos e clérigos:

“De ambos estes grupos existem fiéis que, pela profissão dos conselhos evangélicos por meio dos votos ou outros vínculos sagrados, reconhecidos e sancionados pela Igreja, se consagram a Deus de modo peculiar, e contribuem para a missão salvífica da Igreja; cujo estado, embora não diga respeito à estrutura hierárquica da Igreja, pertence contudo à sua vida e santidade”.

Quanto às obrigações e direitos comuns, há que ter em conta os câns. 208 a 223, de que se destacam o seguintes aspetos:

- A verdadeira igualdade no concernente à dignidade e atuação;

- A liberdade de escolha do estado de vida;

- A obrigação de manter sempre a comunhão com a Igreja;

- A obrigação de prover às necessidades de Igreja;

- A obrigação de promover a justiça social e de auxiliar os pobres com os seus próprios recursos;

- O dever de promover ou manter a ação apostólica;

- O esforço por levar uma vida santa e promover o incremento da Igreja e a sua contínua santificação;

- O direito de prestar culto a Deus e de seguir uma forma própria de vida espiritual, consentânea com a doutrina da Igreja;

- O direito à boa fama e à intimidade;

- O direito à educação cristã;

- A possibilidade de livremente fundar e dirigir associações para fins de caridade ou de piedade ou para fomentar a vocação cristã no mundo, e de reunir-se para prosseguirem em comum esses mesmos fins;

- A justa liberdade de investigação e de expor prudentemente as suas opiniões acerca das matérias em que são peritos, observada a devida reverência para com o magistério da Igreja.

Em especial, no cân. 211, estabelece-se:

“Todos os fiéis têm o dever e o direito de trabalhar para que a mensagem divina da salvação chegue cada vez mais a todos os homens de todos os tempos e do mundo inteiro”.

Quantos aos aspetos específicos dos fiéis leigos, vêm os cânones 224 a 231, estipulando-se genericamente, no cân. 224, o seguinte:

“Os fiéis leigos, além das obrigações e dos direitos comuns a todos os fiéis e dos que se estabelecem em outros cânones, têm as obrigações e gozam dos direitos referidos nos cânones deste título”.

Neste âmbito, destaca-se o cân. 225, que fundamenta o que estabelece, como se pode ver:

 § 1: Os leigos, uma vez que, como todos os fiéis, são deputados para o apostolado em virtude do batismo e da confirmação, têm a obrigação geral e gozam do direito de, quer individualmente quer reunidos em associações, trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e em todas as partes da terra; esta obrigação torna-se mais urgente nas circunstâncias em que só por meio deles os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo.

- § 2: Têm ainda o dever peculiar de, cada qual, segundo a própria condição, imbuir e aperfeiçoar com espírito evangélico a ordem temporal, e de dar testemunho de Cristo especialmente na sua atuação e no desempenho das suas funções seculares.

***

Decidida e claramente o ser diferente não significa ser inferior ou superior!

2015.11.13 – Louro de Carvalho

domingo, 15 de novembro de 2015

Festa de São Martinho em Esporões - 2015


Terminam em 15 de novembro as festas em honra de São Martinho, padroeiro da povoação dos Esporões.
Nesta altura, as festas são poucas por estas bandas, daí decorre que, caso o tempo colabore, muita gente acorra aos festejos. Este ano o tempo não obstaculizou  o desenrolar dos mesmos que correram bem, em paz, alegria,  com são convívio entre as gentes.
Se em 11 de Novembro, dia litúrgico de São Martinho, houve Missa, no dia 15,  realizaram-se a Missa solene e a procissão.
Além da famosa cegada, animaram a festa conjuntos musicais, a nossa Banda e os foguetes
Parabéns à povoação e aos mordomos pela forma como decorreram as festas.  No próximo nº do Sopé da Montanha, como é costume, será noticiada a comissão de festas 2012.

CEGADA
Não sabe o que é? Veja aqui. Ou então para o ano procure aparecer nos Esporões na noite do dia 10 de Novembro.
A povoação dos Esporões conserva esta antiquíssima tradição que envolve a participação de muitos dos seus habitantes.
Depois do cortejo pela rua, termina numa "assembleia" em que chega, vestido a rigor, "Sua Eminência" que faz o aguardado "discurso de cariz satirizante". Em seguida, a "fraternidade de São Marinho" recita os mandamentos enquanto um irmão-mor bebe um copo a cada um deles. Só que os "mandamentos" não são estáveis, tendem a aumentar, de acordo com o apetite do bebedor...
Uma festa bonita em que o povo faz a festa em vez de consumir festa...

sábado, 14 de novembro de 2015

Magusto da Catequese/2015

No fim da Missa com Crianças, decorreu em 14 de novembro, no adro da Igreja, o magusto. Foi uma iniciativa da Junta de Freguesia de Tarouca que agradecemos.
Catequizandos, seus pais e catequistas estavam convidados.
No fim da Eucaristia, tudo estava preparado. Havia  castanhas assadas no forno, quentinhas e boas, distribuídas pelo adro. Claro que não faltaram as bebidas adequadas aos mais novos. Também havia  jeropiga para os mais velhos.
Foi um momento de agradável convívio entre todos, com a vantagem de as castanhas quentes aquecerem as mãos que o tempo já começa a esfriar.